

Mesmo após a morte precoce, cantora mantém milhões de ouvintes, inspira artistas e segue como ícone da música mundial
Por Nathallie Lopes - Correio Braziliense
A cantora Amy Winehouse, um dos maiores nomes da música do século XXI, morreu há exatos 15 anos, em 23 de julho de 2011. Ela tinha 27 anos e foi encontrada morta em casa, em Londres, na Inglaterra. A causa da morte foi intoxicação alcoólica acidental. Mesmo com uma carreira interrompida precocemente, Amy permanece como uma das artistas mais influentes da música contemporânea e continua conquistando novas gerações de ouvintes.
Quinze anos após sua morte, Amy Winehouse segue entre as artistas mais ouvidas do mundo. Atualmente, reúne cerca de 21,1 milhões de ouvintes mensais no Spotify, número que demonstra como sua obra continua atravessando gerações e mantendo espaço entre os artistas mais escutados da plataforma.
As cinco músicas mais reproduzidas da cantora no Spotify são:
Com uma voz potente, o penteado volumoso inspirado no estilo beehive, o delineador marcante e tatuagens que se tornaram parte de sua identidade visual, Amy Winehouse renovou o interesse mundial pelo soul, jazz e R&B, consolidando-se como um dos maiores ícones da cultura pop dos anos 2000.
Seu segundo e último álbum de estúdio, Back to Black, lançado em 2006, foi um sucesso de crítica e público. O trabalho rendeu cinco prêmios Grammy em 2008, entre eles: Melhor Artista Revelação, Gravação do Ano, Canção do Ano, Melhor Album Vocal pop e Melhor Performance Vocal pop feminina, consolidando Amy como uma das vozes mais importantes de sua geração.
Ao mesmo tempo em que vivia o auge da carreira, a artista passou a enfrentar uma intensa exposição da vida pessoal. O relacionamento conturbado com o ex-marido Blake Fielder-Civil, a dependência de álcool e drogas e a perseguição constante dos tabloides passaram a dominar a cobertura sobre sua vida, muitas vezes ofuscando a própria trajetória musical. Nos últimos anos, apresentações foram canceladas por causa do estado de saúde da cantora, enquanto imagens de seu sofrimento ganhavam repercussão em todo o mundo.
Seis meses antes de morrer, Amy passou pelo Brasil na única turnê que realizou pela América do Sul. Em janeiro de 2011, a cantora fez cinco apresentações no país: em Florianópolis (8), Rio de Janeiro (10 e 11), Recife (13) e São Paulo (15), como atração principal do Summer Soul Festival. Os shows marcaram seu retorno aos palcos após um longo período sem apresentações completas.
Embora algumas performances tenham recebido críticas pela pouca interação com o público e por momentos de instabilidade no palco, a qualidade vocal da cantora foi amplamente elogiada, especialmente nas apresentações do Rio de Janeiro e de São Paulo. Após sua morte, a turnê ganhou um significado ainda maior e passou a ser lembrada como um dos últimos registros de Amy em uma série de apresentações internacionais.
Já em junho de 2011, pouco mais de um mês antes de morrer, Amy fez sua última apresentação pública, em Belgrado, na Sérvia. O show foi marcado por dificuldades para cantar, esquecimentos das letras e sinais evidentes de embriaguez. A apresentação terminou sob vaias do público e levou ao cancelamento da turnê europeia.
A trajetória da cantora também foi retratada em produções audiovisuais. O documentário Amy (2015), dirigido por Asif Kapadia, venceu o Oscar de Melhor Documentário e reuniu imagens inéditas e depoimentos de familiares e amigos sobre a ascensão da artista, sua relação com a fama e os problemas que enfrentou nos últimos anos de vida.
Já a cinebiografia Back to Black (2024), estrelada por Marisa Abela, retrata os principais momentos da carreira, o relacionamento com Blake e o processo de criação do álbum que se tornou o maior sucesso de Amy Winehouse.

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