

Vinicius Junior criticou o MetLife Stadium após a estreia da Seleção, enquanto o técnico nórdico Stale Solbakken reclamou das condições do campo de Boston. Palco do duelo pelas oitavas de final recebe a penúltima partida neste Mundial
Victor Parrini — Enviado especial - Correio Braziliense
Nova Jersey — O primeiro adversário de Brasil e Noruega neste domingo (5/7), no MetLife Stadium, não veste amarelo nem vermelho. É verde. Às vésperas das oitavas de final da Copa do Mundo, os gramados do torneio entraram no debate. Vinicius Junior e o técnico Stale Solbakken fizeram críticas semelhantes às condições dos campos, considerados por ambos um obstáculo para quem tenta acelerar o jogo.
Depois do empate por 1 x 1 com Marrocos, em 13 de junho, Vinicius Junior reclamou que o calor resseca rapidamente a grama do MetLife Stadium durante o segundo tempo, tornando a circulação da bola mais lenta e prejudicando o estilo de jogo da Seleção. O atacante, porém, adotou um discurso pragmático ao lembrar que o problema afeta os dois lados e que o Brasil precisaria se adaptar ao longo da competição.
“Por conta do tempo e do calor, a grama acaba secando muito rápido, e o jogo fica muito travado. Nós não conseguimos ter ritmo de jogo, e isso nos dificulta, porque queremos jogar, mover a bola de um lado para o outro. Isso atrapalha nosso jogo, mas vamos precisar nos adaptar. Acredito que vai ser assim ao longo de toda a competição. Todo mundo vai ter o mesmo campo para jogar. Mas nós vamos melhorar, evoluir e conseguir grandes vitórias”, afirmou.
Quatro dias depois, foi a vez de Solbakken abordar o mesmo tema. Após a vitória por 4 x 1 sobre o Iraque, o treinador afirmou que o gramado do Gillette Stadium, em Boston, “parecia artificial” e reclamou que a superfície perde qualidade com o calor, tornando o jogo mais lento.
“O campo… Nem sei se dá para chamar aquilo de campo. Parecia mais um gramado artificial. No segundo tempo, com o calor, o campo seca muito rápido. Aí o jogo fica muito lento e não conseguimos encontrar nosso ritmo”, disse.
As críticas ao gramado do Mundial não se restringem a Brasil e Noruega. O técnico da França, Didier Deschamps, também demonstrou incômodo com o MetLife Stadium. Após a vitória sobre Senegal, o treinador afirmou que o piso “exigiu muito dos músculos” dos jogadores e atribuiu parte da dificuldade às características do campo.
O meia francês Adrien Rabiot foi além e classificou a superfície como “dura” e “quase artificial”. Deschamps ainda manifestou a expectativa de encontrar condições melhores nas próximas partidas, com um gramado mais úmido e veloz.
O duelo deste domingo será o sétimo e penúltimo do MetLife Stadium nesta Copa do Mundo. Depois das oitavas de final, a arena ficará mais de duas semanas sem receber partidas e voltará a ser utilizada apenas em 19 de julho, quando receberá a final do torneio.

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