

A mudança no Imposto de Renda pode transformar a economia já em 2026
Por Paulo Sena - Estado de Minas
O projeto de lei recentemente aprovado no Senado, que reformula a tributação do Imposto de Renda (IR) para milhões de brasileiros, representa um marco importante para a busca de justiça tributária no país.
A proposta beneficia quem ganha até R$ 5.000 mensais com isenção, reduz alíquotas para rendimentos entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 — abrangendo cerca de 25 milhões de trabalhadores — e prevê o aumento da carga tributária para quem recebe acima de R$ 600 mil anuais.
Segundo o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a nova regra não altera o equilíbrio fiscal. Para compensar a renúncia de receita, será cobrado um Imposto de Renda mínimo de 10% sobre rendas anuais superiores a R$ 1,2 milhão.
O governo acredita que famílias beneficiadas devem experimentar redução no endividamento e aumento do poder de compra, estimulando o consumo e tornando a economia mais dinâmica para trabalhadores e empresários.
A tramitação do projeto no Congresso contou com a colaboração entre legislativo e executivo. O texto final foi elaborado pelo senador Renan Calheiros e reuniu amplo consenso parlamentar, resultando em poucos ajustes de redação.
Para entender melhor as definições tomadas no processo, confira os principais pontos acordados:
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A reforma traz avanços na luta contra a desigualdade econômica ao promover maior justiça fiscal. O governo espera que isso fortaleça a economia, amplie a capacidade de compra da população e incentive a produção nacional.
Os próximos passos envolvem a sanção presidencial e a implementação das novas regras, consolidando o caminho para um sistema tributário mais justo e um crescimento econômico sustentável.

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