

Mesmo com a Lua cheia, fenômeno astronômico pôde ser acompanhado em várias regiões do Brasil sem uso de instrumentos
Por Correio Braziliense
A estação da rede Exoss instalada em Carnaubal, no Ceará, registrou 134 meteoros nas primeiras horas desta sexta-feira (31/7), durante o período de maior intensidade da chuva de meteoros Delta Aquáridas do Sul. Na madrugada anterior, entre quarta (29/7) e quinta-feira (30/7), o mesmo equipamento havia contabilizado 196 ocorrências. Imagens captadas pelas estações de monitoramento nos dias 30 e 31 de julho mostram a passagem dos meteoros, incluindo um registro de grande brilho feito pela unidade de Florianópolis (SC).
Embora a Lua cheia reduzisse a visibilidade dos meteoros menos luminosos, o fenômeno ainda pôde ser acompanhado a olho nu em diferentes regiões do Brasil, sem necessidade de telescópios ou binóculos.
As chamadas chuvas de meteoros, popularmente conhecidas como “estrelas cadentes”, acontecem anualmente quando a Terra atravessa áreas do espaço preenchidas por pequenos fragmentos deixados por cometas e, em alguns casos, por asteroides. Ao ingressarem na atmosfera terrestre, essas partículas se aquecem devido ao atrito com o ar e produzem os rastros luminosos observados da superfície. No Hemisfério Sul, a principal chuva desta época do ano é a Delta Aquáridas do Sul.
A próxima oportunidade de observar um grande evento do tipo ocorrerá em 12 de agosto, data prevista para o pico da chuva de meteoros Perseidas. No Brasil, a melhor visibilidade deverá ocorrer nas regiões Norte e Nordeste. No fim de outubro, outro fenômeno semelhante, a chuva de meteoros Orionids, também deve proporcionar boas condições de observação no país.
Os meteoros podem penetrar na atmosfera em velocidades que variam de 40 mil km/h a 260 mil km/h, conforme a trajetória em relação à Terra. Apesar da alta velocidade, muitos deles têm dimensões reduzidas, frequentemente comparáveis às de um grão de areia. Ainda assim, o intenso aquecimento provocado pela entrada na atmosfera é suficiente para gerar o brilho característico. Quando esse brilho supera o do planeta Vênus, o fenômeno passa a ser classificado como bólido.
Na maior parte das ocorrências, o rastro luminoso permanece visível por apenas uma fração de segundo, normalmente entre 0,2 e 1 segundo. Em situações menos comuns, como nos casos de bólidos ou de meteoros que entram na atmosfera em um ângulo mais raso, o brilho pode persistir por vários segundos.

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