

Centroavante norueguês reforça que é fora de série e aparece quando a Noruega mais precisa. Seleção amargará jejum de 28 anos sem título
Correio Braziliense
Nova Jersey — Ingenuidade da Seleção Brasileira achar que poderia se dar ao luxo da desatenção contra a Noruega de Erling Haaland e não sofrer gols.
O centroavante de 1,95m de altura e de 38 gols em 52 partidas pelo Manchester City marcou metade dos gols do nórdicos na Copa do Mundo e teve cabeça para aparecer no momento certo e testar fundo para o fundo das redes aos 34 minutos do segundo tempo e abrir caminho para a vitória. Aos 44, o Viking teve tempo para chute na entrada da área e decretar dois gols contra a Seleção Brasileira. Neymar, em um gol de pênalti diminuiu para o Brasil. O jogo terminou em 2 x 1.
O Brasil amargará o pior jejum em Copas do Mundo. O tabu entre o tri em 1970 e o tetra em 1994 será superado e chegará a 28 anos, quando o projeto hexa será retomado em 2030.
A Seleção Brasileira conseguiu uma proeza. A Noruega havia levado gols em todas as partidas que disputou nesta Copa. Com oito sofridos, era a pior defesa entre os 16 classificados para as oitavas de final. Contra o Brasil, os nórdicos se ajustaram e deram um choque de realidade a Ancelotti e companhia. Havia excesso de confiança de que resolveria a qualquer momento.
O trauma contra europeus segue em partidas de mata-mata de Copas do Mundo. Nosso último triunfo em jogos decisivos foi justamente no penta, contra a Alemanha, no Japão. De lá para cá, sofreu nas mãos de França (2006), Holanda (2010), Alemanha (2014), Bélgica (2018) e Croácia (2022).
A seleção norueguesa não é brilhante, mas é letal. Desde 2023, apenas quatro partidas terminaram sem gols da equipe: duas contra a Espanha, uma diante da Suíça e outra contra o Cazaquistão. O restante foi uma sequência quase ininterrupta de ataques bem-sucedidos. Foram 22 gols em 2023, 21 em 2024, 39 em 2025 e mais 15 em 2026.
O Brasil segue sem jamais vencer a Noruega. São cinco partidas, três derrotas e dois empates. Os nórdicos avançam pela primeira vez às quartas de final. Portanto, é a melhor campanha dos europeus. Por outro lado, é a primeira vez que a Seleção Brasileira cai nas oitavas desde 1990. Naquele 24 de junho, perdeu por 1 x 0 para a rival Argentina e se despediu no round entre os 16 melhores.
O Brasil pagou caro pelos próprios pecados. Sobreviveu ao gol anulado da Noruega nos primeiros minutos, desperdiçou um pênalti com Bruno Guimarães e ofereceu ao adversário exatamente o que não poderia: a possibilidade de permanecer vivo até encontrar Haaland. Bastou uma bola na área para o camisa 9 decidir a classificação. Também desperdiçou chance clara com Endrick cara a cara.
Goleiro reserva do Sevilla, Orjan Nyland foi herói. Foram quatro defesas providenciais. A eliminação para a Noruega nas oitavas de final neste 5 de junho é emblemática. Também foi num dia como este que a Seleção se despediu da Copa do Mundo de 1982, contra a Itália.
A partida é melancólica para Neymar. O camisa 10 entrou em campo aos 23 minutos do segundo tempo e fez a despedida em Copas do Mundo. O Brasil volta para casa, enquanto a Noruega terá pela frente México ou Inglaterra.

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