

William Gusmão havia sido absolvido em 1ª instância, mas Tribunal de Justiça de Goiás retomou a decisão por unanimidade
Por Correio Braziliense
O empresário William Pimenta Gusmão foi condenado, na terça-feira (7/7), pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) por importunação sexual contra a também empresária Lilly Martins. O caso chamou atenção nacionalmente devido ao parentesco de Gusmão: ele é irmão da influenciadora digital Virginia Fonseca.
O crime teria ocorrido durante o evento “Revoada”, realizado em 2023 no município de Jussara no noroeste de Goiás.
No início do processo, William chegou a ser absolvido, mas, após recurso, foi condenado por unanimidade da 4ª Turma da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás.
Em nota, os advogados do empresário afirmaram discordar da condenação e disseram que irão recorrer da decisão da da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). A defesa também declaro que a decisão “não é definitiva”, por se tratar do julgamento de um recurso, e ressaltou que ainda cabem recursos aos Tribunais Superiores, que serão apresentados “dentro das possibilidades”.
A defesa informou que respeita a decisão dos desembargadores, mas discorda da condenação. Os advogados afirmaram que William nega a acusação e destacaram que o Ministério Público se posicionou, tanto em primeira quanto em segunda instância, pela absolvição do investigado.
Segundo a defesa, o órgão entendeu que não gavia provas suficientes nem materialidade delitiva, ou seja, elementos objetivos que comprovassem a ocorrência do crime.
O advogado de William, Giuliano Vettori, informou que a defesa pretende recorrer aos Tribunais Superiores. Segundo ele, a legislação brasileira estabelece que ninguém pode ser considerado culpado antes do trânsito em julgado da ação.

Em outro pronunciamento, Vettori também ressaltou que tanto o promotor de Justiça quanto o procurador de Justiça se manifestaram pela absolvição de William. Apesar disso, os desembargadores decidiram pela condenação.
A investigação segue sob segredo de Justiça.
O Correio Braziliense tentou entrar em contato com Lilly Martins, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestações.
Leia abaixo, a íntegra da nota emitida pela defesa de William Pimenta Gusmão.
“A defesa técnica de William Pimenta Gusmão vem a público manifestar-se sobre a recente decisão proferida pela 1a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás. Informamos que a decisão não é definitiva, pois trata-se do julgamento de um recurso dos assistentes de acusação.
Embora a defesa respeite o entendimento dos Desembargadores do Tribunal de Justiça de Goiás, manifesta sua veemente discordância com a condenação, uma vez que o réu nega peremptoriamente a prática do fato que lhe é falsamente imputado.
O Ministério Público, tanto em primeira instância, por meio do Promotor de Justiça quanto em grau de recurso, por meio do Procurador de Justiça emitiu pareceres favoráveis à absolvição de William Gusmão, constatando a flagrante ausência de provas e de materialidade delitiva.
Diante da inocência do acusado e da contradição entre o resultado do julgamento e o entendimento no Ministério Público e da linha de defesa e considerando que a decisão não é definitiva, ainda cabem recursos aos Tribunais Superiores, que serão utilizados dentro das possibilidades legais.”

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