

Peça estava sobre o caixão do artista e poderá integrar memorial ecológico que homenageará a banda 30 anos após o acidente aéreo
Por Giovanna Sfalsin – Correio Braziliense
Uma jaqueta utilizada pela equipe dos Mamonas Assassinas foi encontrada intacta sobre o caixão do vocalista Dinho durante a exumação realizada na segunda-feira (23/2), no Cemitério Primaveras, na Grande São Paulo. A informação foi divulgada oficialmente nas redes sociais da banda nesta quarta-feira (25), após anúncio da criação de um memorial ecológico em homenagem ao grupo.
De acordo com a nota publicada, a peça havia sido colocada sobre o caixão à época do sepultamento e permanece sob a guarda do cemitério até que se decida se fará parte do futuro espaço de memória. “Esclarecemos também que o memorial será aberto à visitação dos fãs sem qualquer custo. O intuito é, sempre foi e sempre será perpetuar a memória e proporcionar aos fãs de hoje e das futuras gerações um espaço que conte a história de alegria, garra e determinação dos nossos meninos”, escreveu.
A exumação dos corpos dos cinco integrantes faz parte da implantação do Jardim BioParque Memorial Mamonas, projeto idealizado em parceria entre familiares e o BioParque. Trinta anos após o acidente aéreo que marcou a história da música brasileira, as famílias decidiram pela cremação dos restos mortais, que serão transformados em um espaço ecológico e permanente de homenagem à banda.
A iniciativa pretende “transformar a memória em permanência”, criando um ambiente que una afeto, respeito e consciência ambiental. O memorial será instalado no próprio Cemitério Primaveras, onde os músicos estavam sepultados.

A maior parte das cinzas permanecerá nos jazigos, que continuarão abertos à visitação. Uma parte será destinada ao plantio de cinco árvores, uma para cada integrante, formando um jardim atrás dos túmulos. A proposta integra o conceito do BioParque, que utiliza cinzas da cremação associadas a sementes de espécies nativas, com acompanhamento técnico, promovendo um ciclo simbólico de renovação.
Além da homenagem à banda, o espaço será aberto à comunidade. Moradores de Guarulhos poderão plantar árvores em memória de seus entes queridos, ampliando a proposta de acolhimento e ressignificação do luto. “É um espaço para acolher memória, luto, afeto e continuidade.”

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