

“Pode haver uma sequência”, explica Colman Domingo
Por Observatório do Cinema
Michael, cinebiografia de Michael Jackson dirigida por Antoine Fuqua, tem gerado questionamentos entre o público por não abordar as acusações de abuso sexual infantil envolvendo o artista. Com a estreia nos cinemas, fãs passaram a discutir a ausência do tema na produção.
Os atores Colman Domingo e Nia Long, que interpretam Joe e Katherine Jackson, explicaram que a decisão está ligada ao período retratado no longa.
“O filme se passa dos anos 60 até 1988, então não entra nas primeiras acusações”, explicou Domingo em entrevista ao Today Show. “Basicamente, focamos na formação de Michael. É um retrato íntimo de quem Michael é… pelos olhos dele. É isso que é, é isso que este filme é.”
O ator também indicou que o projeto pode não encerrar a história do cantor.
“E há a possibilidade de existir uma parte dois que trate de outras coisas que aconteceram depois. Este filme é sobre a formação de Michael, como ele foi criado e como buscou encontrar sua voz como artista e se tornar um artista solo. É isso que posso dizer sobre isso.”
Ao ser questionado sobre a possibilidade de abordar as acusações em um novo filme, ele afirmou:
“Pode haver uma sequência. Ainda não sabemos.”
Já Long comentou: “Se o preço for certo.”
Segundo informações de bastidores, a primeira versão do longa, que tinha mais de três horas e meia, terminava com a aparição de um dos acusadores de Michael Jackson. No entanto, essa pessoa fez um acordo com o espólio do cantor que impede que sua história seja retratada em produções desse tipo. Esse detalhe passou despercebido no início do projeto, o que obrigou a equipe a alterar o final do filme para evitar problemas legais.
Com isso, Michael passou por 22 dias adicionais de gravações em maio do ano passado para refilmar o desfecho. Há ainda a possibilidade de o estúdio considerar dividir a produção em duas partes.
Em 2003, Michael Jackson foi acusado de sete casos de abuso sexual infantil e dois de fornecer substâncias a um menor. O cantor negou todas as acusações, declarou-se inocente e foi absolvido em 2005. Após sua morte, em 2009, outras denúncias vieram à tona.
O filme Michael está em cartaz nos cinemas.

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