

Plano de expansão brasileiro contrasta com corte de 16 mil postos até 2027; nova unidade em Santa Catarina reforça aposta da marca no país
Por Yaya Souza - Correio Braziliense
A Nestlé está em meio à maior reestruturação global dos últimos anos. Batizado de Fuel for Growth e anunciado em outubro de 2025 pelo CEO Philipp Navratil, o plano prevê a eliminação de aproximadamente 16 mil postos de trabalho até o fim de 2027 e já resultou no fechamento ou na venda de fábricas na Alemanha e na Hungria.
Ao mesmo tempo, a multinacional suíça amplia sua presença no Brasil, um dos seus três mercados mais importantes no mundo, com R$ 7 bilhões em investimentos previstos até 2028, incluindo uma fábrica de R$ 2,5 bilhões já inaugurada em Santa Catarina.
O Fuel for Growth busca simplificar operações, ampliar o uso de serviços compartilhados, aumentar a automação e eliminar estruturas duplicadas dentro da companhia. Com essas medidas, a Nestlé elevou sua meta de economia dentro do programa de 2,5 bilhões para 3 bilhões de francos suíços até o fim de 2027, valor que a empresa pretende reinvestir em inovação e crescimento da marca.
O movimento ocorre em um momento de pressão sobre os resultados da companhia: no primeiro semestre de 2026, o grupo registrou 43,1 bilhões de francos suíços em vendas, com lucro líquido de aproximadamente 3,47 bilhões de francos suíços, uma queda de 31,4% em relação ao mesmo período de 2025. As vendas orgânicas, por outro lado, avançaram 3,6% no período, um sinal de que a empresa busca reorganizar sua estrutura de custos sem perder ritmo de crescimento.
Dos 16 mil cortes previstos, cerca de 12 mil vagas são de funções administrativas e profissionais espalhadas por diferentes países, enquanto outras 4 mil fazem parte de programas de produtividade concentrados principalmente na fabricação e na cadeia de suprimentos. Juntos, os cortes representam cerca de 5,8% do quadro global de funcionários da empresa no momento do anúncio.
A companhia não detalhou quantos desses cortes globais devem atingir o Brasil especificamente, então não é possível atribuir ao país uma fatia exata das reduções.
O fim da produção em Diósgy?r não significa o fim do KitKat: a fábrica húngara era responsável por apenas parte da produção mundial da marca, que a Nestlé mantém em outras unidades ao redor do mundo, com planos de transferir a fabricação local para um fornecedor externo.
Apesar da reestruturação global, a operação brasileira segue um caminho oposto: a Nestlé confirmou a manutenção de R$ 7 bilhões em investimentos no país entre 2025 e 2028, voltados à modernização de fábricas, expansão da capacidade produtiva, inovação e sustentabilidade. Atualmente, a empresa mantém 18 unidades industriais e 12 centros de distribuição no Brasil, empregando diretamente mais de 30 mil pessoas.
Entre os principais projetos:
A decisão de manter e ampliar os investimentos no Brasil, mesmo em meio aos cortes globais, reforça a importância do país como um dos mercados prioritários da Nestlé no mundo.
“A Nestlé esclarece que suas operações no Brasil seguem normalmente e que a companhia mantém seu plano de investimentos de R$7 bilhões no país até 2028, atualmente em plena execução.
O Brasil é a terceira maior operação da Nestlé no mundo, e todas as 18 fábricas da companhia no país seguem em funcionamento, incluindo a unidade de Caçapava (SP), responsável pela produção de KITKAT®.
Em relação ao plano global anunciado pela companhia em outubro de 2025, que prevê uma redução de aproximadamente 16 mil posições em diferentes mercados até 2028, a Nestlé não divulga detalhamentos por país.”
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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