

Trinta e dois anos depois de auxiliar Arrigo Sacchi na campanha do vice na primeira Copa nos EUA, Carlo Ancelotti volta a New Jersey como técnico do Brasil e usa táticas do mestre como a privacidade
Por Marcos Paulo Lima — Enviado especial - Correio Braziliense
New Jersey — O primeiro dia da Seleção Brasileira nos Estados Unidos lembrou o início da caminhada da Itália na campanha do vice 1994. Há 32 anos, o então assistente Carlo Ancelotti aprendia com o mestre Arrigo Sacchi sobre a importância da privacidade em uma Copa do Mundo.
A delegação desembarcou no Aeroporto Internacional de Newark Liberty, pela manhã, entrou no ônibus e seguiu para a concentração no Hotel The Ridge, em Basking Ridge, um bairro com pouco mais de 7 mil habitantes.
Ao contrário de quatro anos atrás em Doha, não houve recepção popular. O acesso a concentração não é fácil para os fãs. Fica à beira de uma rodovia. Uma guarita e seguranças controlam a entrada na propriedade privada.
Mas de onde vem tamanha blindagem? A resposta está em um dos gurus de Carlo Ancelotti.
Em 1994, o técnico Arrigo Sacchi levou a Itália para s pequenina Warren, em New Jersey, a 45 minutos do Giants Stadium, como o MetLife era chamado à época. Coincidentemente, a Itália preferiu um Quartel General tranquilo e bucólico em vez da agitação de Nova York, a cidade que nunca dorme. Roberto Baggio e companhia tinham pouco contato com os fãs.
A Itália ficou hospedada em um hotel chamado Somerset Hills em 1994. A Federação Italiana locou todos os 111 quartos para evitar hóspedes de fora e garantir total privacidade. Portanto, qualquer semelhança com a rigidez de Carlo Ancelotti não é mera coincidência. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) bloqueou 171 apartamentos.
O primeiro treino da Seleção no Centro de Treinamento do New York Red Bulls, em Moristown, com quase 19 mil habitantes, foi fechado à imprensa, mas teve 15 minutos transmitidos pela CBFTV em um movimento de fortalecimento do canal oficial da entidade. Antes da atividade, ele reuniu o grupo antes do aquecimento.
Finalistas da Liga dos Campeões da Europa no último sábado, os zagueiros Marquinhos e Gabriel Magalhães se apresentaram. Dos 26 convocados, apenas Neymar trabalha sozinho no tratamento da lesão de grau 2 na panturrilha da perna direita.
Ancelotti deixou o Maracanã no domingo com pontos de interrogação no meio de campo. Os meias Danilo e Lucas Paquetá agradaram. Um deles pode ganhar espaço ao lado dos intocáveis Casemiro e Bruno Guimarães no amistoso de sábado contra o Egito, em Cleveland, Ohio. Além do possível enxerto no meio de campo a fim de estancar a quantidade de ações ofensivas do Panamá, a defesa voltará a contar com a formação titular com o capitão Marquinhos e Gabriel Magalhães ao lado de Wesley e de Alex Sandro.
A privacidade inegociável no hotel contrasta com uma certa flexibilidade no CT do New York Red Bulls. Carlo Ancelotti comandará treino em dois períodos, às 11h30 e às 18h no horário local. A imprensa terá acesso pela manhã e o público do bairro na atividade noturna.
3/6 – Quarta-feira
» 11h30 Primeira sessão de treino
» 18h Segunda sessão de treino
6/6 Amistoso: Brasil x Egito, em Cleveland
13/6 Brasil x Marrocos

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