

Produções da Romênia, Rússia e Polônia se destacam na 79ª edição do festival; Brasil aparece em mostra paralela
Lucas Lanna Resende - Estado de Minas
O Festival de Cannes encerrou neste sábado (23/5) sua 79ª edição com o principal prêmio entregue ao filme “Fjord”, do diretor romeno Cristian Mungiu. Presidido pelo cineasta sul-coreano Park Chan-wook, o júri anunciou os vencedores de uma competição marcada pela diversidade geográfica, embora considerada menos badalada pela crítica internacional.
Estrelado por Sebastian Stan e Renate Reinsve, “Fjord” acompanha a trajetória da família Gheorghiu, que deixa a Romênia em busca de segurança e estabilidade em uma vila remota da Noruega.
O Grand Prix, segundo prêmio mais importante de Cannes, ficou com “Minotaur”, do russo Andrey Zvyagintsev. Já o prêmio de direção teve empate entre a dupla espanhola Javier Calvo e Javier Ambrossi, por “La bola negra”, e o polonês Pawe Pawlikowski, por “Fatherland” (“A terra do meu pai”).
Nas categorias de interpretação, os prêmios também foram divididos. Virginie Efira e Tao Okamoto venceram como melhores atrizes por “All of a sudden”, enquanto Valentin Campagne e Emmanuel Macchia levaram troféus de Melhor Ator ator por “Coward”.
Melhor Roteiro ficou com Emmanuel Marre, por “A man of his time”. E o Prêmio do Júri foi para “The dreamed adventure”, da diretora alemã Valeska Grisebach.
Embora o Brasil tenha ficado fora da competição principal, o país marcou presença na mostra “Um certo olhar”. A coprodução brasileira com Nepal, Alemanha, França, Noruega e Bélgica, “Elefantes na névoa” conquistou o Prêmio do Júri na sexta-feira (22/5).

Na categoria dedicada a longas estreantes, a diretora Marie Clémentine Dusabejambo, de Ruanda, venceu a Câmera de Ouro com “Ben’imana”.

Atriz britânica Simone Ashley, de “O diabo veste prada 2”, usa vestido longo vermelho no tapete vermelho da 79ª edição do Festival de CannesSameer AL-DOUMY / AFP

Atriz Riley Keough, neta de Elvis Presley e estrela de “Daisy Jones and the six” aposta em preto “básico” no 79ª Festival de CannesSameer AL-DOUMY / AFP

Diretora Chloe Zhao, de “Hamnet”, no tapete vermelho da 79ª edição do Festival de CannesValery HACHE / AFP

Atriz Andie MacDowell, mãe de Margaret Qualley, para a exibição de “Karma” na 79ª edição do Festival de CannesSameer AL-DOUMY / AFP

Atriz Demi Moore, de “A substância”, usa vestido vermelho de corte irregular no tapete vermelho de CannesSameer AL-DOUMY / AFP

Ator francês Vincent Cassel e esposa, modelo brasileira Narah Baptista, se beijam no tapete vermelho da 79ª edição do Festival de CannesValery HACHE / AFP

Modelo Barbara Palvin, com vestido azul rodado, e ator Dylan Sprouse assumem gravidez no tapete vermelho do 79ª Festival de Cannes
Outro destaque foi a conquista da Palma Queer por Jane Schoenbrun, com “Teenage sex and death at Camp Miasma”.
A presença de Hollywood na competição principal foi discreta, restrita a “Paper tiger”, de James Gray, e “The man I love”, de Ira Sachs.
Ainda assim, cineastas norte-americanos tiveram espaço em sessões especiais, com documentários de Steven Soderbergh (“John Lennon: The last interview”) e Ron Howard (“Avedon”), além do retorno de Nicolas Winding Refn com “Her private hell”, exibido fora da competição.
. Palma de Ouro: “Fjord”, de Cristian Mungiu
. Grand Prix: “Minotaur”, de Andrey Zvyagintsev
. Melhor Direção: Javier Calvo e Javier Ambrossi (por “La bola negra”) e Pawe Pawlikowski (por “A terra do meu pai”)
. Prêmio do Júri: “The dreamed adventure”, de Valeska Grisebach
. Melhor Atriz: Virginie Efira e Tao Okamoto (por “All of a sudden”)
. Melhor Ator: Valentin Campagne e Emmanuel Macchia (por “Coward”)
. Melhor Roteiro: Emmanuel Marre, por “A man of his time”
. Câmera de Ouro (melhor filme estreante): “Ben’imana”, de Marie Clémentine Dusabejambo
. Mostra “Um certo olhar” (Prêmio do Júri): “Elefantes na névoa” (coprodução brasileira)
. Palma Queer: “Teenage sex and death at Camp Miasma”, de Jane Schoenbrun

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