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Herpes-zóster: vacina é barrada pelo Ministério da Saúde no SUS

Brasil
Cidade
Saúde
Publicado em 14 de janeiro de 2026
Herpes-zóster: vacina é barrada pelo Ministério da Saúde no SUS
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Relatório da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) considerou o imunizante caro diante do impacto que poderia ter em relação ao combate à doença. Medicamento, no entanto, está disponível na rede privada

Por Correio Braziliense

O Ministério da Saúde anunciou que o Sistema Único de Saúde (SUS) não irá oferecer a vacina recombinante contra o herpes-zóster, também conhecido como cobreiro. O medicamento, indicado para idosos de 80 anos ou mais e para os imunocomprometidos, foi barrado após análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) — que avalia evidências científicas, impacto orçamentário e custo-efetividade de medicações, vacinas e procedimentos antes da oferta na rede pública.

Atualmente, o imunizante contra o herpes-zóster está disponível somente no setor privado, custando, em média, R$ 700 por dose. O esquema vacinal completo exige duas aplicações.

A vacina é a única disponível no Brasil, do tipo recombinante adjuvada, e é considerada um avanço em relação às versões anteriores. Diferentemente da anterior, feita com o vírus vivo suavizado, a versão recombinante não utiliza o vírus inteiro e oferece maior eficácia e proteção mais duradoura.

Ao Correio, o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, ressaltou que a vacina representa um enorme avanço científico, principalmente porque o imunizante anterior mostrava uma eficácia de 50% e 60%, com uma curta durabilidade — menor que 5 anos. Ele lembrou que o Brasil participou dos estudos dessa nova vacina inativada, há uma década, que alterou o curso da enfermidade nos países que a implementaram.

“Os indivíduos vacinados apresentam uma eficácia em torno de 90%, independentemente da idade — funcionando tanto no idoso quanto no muito idoso —, o que fez alguns países optarem pela sua introdução no calendário de vacinação”, disse.

A vacina é a única disponível no Brasil, do tipo recombinante adjuvada, e é considerada um avanço em relação às versões anteriores. Diferentemente da anterior, feita com o vírus vivo suavizado, a versão recombinante não utiliza o vírus inteiro e oferece maior eficácia e proteção mais duradoura.

Ao Correio, o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, ressaltou que a vacina representa um enorme avanço científico, principalmente porque o imunizante anterior mostrava uma eficácia de 50% e 60%, com uma curta durabilidade — menor que 5 anos. Ele lembrou que o Brasil participou dos estudos dessa nova vacina inativada, há uma década, que alterou o curso da enfermidade nos países que a implementaram.

“Os indivíduos vacinados apresentam uma eficácia em torno de 90%, independentemente da idade — funcionando tanto no idoso quanto no muito idoso —, o que fez alguns países optarem pela sua introdução no calendário de vacinação”, disse.

A vacina é a única disponível no Brasil, do tipo recombinante adjuvada, e é considerada um avanço em relação às versões anteriores. Diferentemente da anterior, feita com o vírus vivo suavizado, a versão recombinante não utiliza o vírus inteiro e oferece maior eficácia e proteção mais duradoura.

Ao Correio, o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, ressaltou que a vacina representa um enorme avanço científico, principalmente porque o imunizante anterior mostrava uma eficácia de 50% e 60%, com uma curta durabilidade — menor que 5 anos. Ele lembrou que o Brasil participou dos estudos dessa nova vacina inativada, há uma década, que alterou o curso da enfermidade nos países que a implementaram.

“Os indivíduos vacinados apresentam uma eficácia em torno de 90%, independentemente da idade — funcionando tanto no idoso quanto no muito idoso —, o que fez alguns países optarem pela sua introdução no calendário de vacinação”, disse.

Segundo Kfouri, os problemas enfrentados para a incorporação da nova vacina passam necessariamente por questões orçamentárias, pois é um produto extremamente caro.

“A discussão sobre a introdução dessa vacina no nosso Programa Nacional de Imunizações (PNI) é muito complexa, envolve não apenas a eficácia do produto, mas dados de custo-efetividade, a carga da doença e outras prioridades do programa de vacinação. O Brasil possui grandes prioridades, como as vacinas contra a dengue, a bronquiolite (vírus sincicial respiratório), vacinas pneumocócicas e novas vacinas contra o HPV. Nem sempre é fácil estabelecer ou hierarquizar essas prioridades de introdução.” afirmou.

O especialista acredita que, com a possível queda dos preços, as negociações podem ser retomadas para uma nova tomada de decisão. “Em caso de uma decisão favorável, seria necessário, dentro do orçamento e dependendo do número de doses, eleger os grupos prioritários, como faixas etárias acima de 70, 80 ou 90 anos, ou indivíduos comprometidos, para entender quais seriam os primeiros a receber a vacina”, frisou.

Procurado pelo Correio, o Ministério da Saúde disse que o laboratório responsável pela vacina, até o momento, não apresentou uma nova proposta, mas que a pasta tem interesse na incorporação do imunizante e seguirá em negociação para a busca de um preço compatível com a disponibilidade orçamentária.

“O impacto orçamentário estimado ultrapassaria R$5,2 bilhões ao longo de cinco anos. Para efeito de comparação, todos os medicamentos distribuídos pelo Programa Farmácia Popular custaram R$ 4,2 bilhões no ano passado”, destacou.

Herpes-zóster

O herpes-zóster é uma doença que aparece na pele, causada pelo Vírus Varicela-Zoster (VVZ), o mesmo que provoca a catapora. Depois de transmitir a doença, permanece “adormecido” no organismo durante toda a vida da pessoa, podendo ser reativado na idade adulta ou em pessoas com baixas defesas no organismo, como as que têm doenças crônicas como hipertensão, diabetes, câncer, Aids, pacientes que fizeram transplante e outras.

Depois do aparecimento das lesões, caso seja uma pessoa saudável, em sete dias mais ou menos todas as bolhas terão criado crosta e a doença praticamente terá chegado ao fim. É sinal de que o vírus não está mais lá e que o sistema de defesa deu conta de controlar a infecção.

Existe tratamento precoce com o uso de medicamentos antivirais para diminuir a chance de surgirem as fortes dores, especialmente em pessoas acima de 40 anos de idade. Assim, ao notar o aparecimento das primeiras vesículas, é indicado que o paciente seja examinado pelo médico e receba as orientações necessárias, inclusive, para o uso de remédios.

Os sintomas são dores nos nervos; formigamento, agulhadas, adormecimento, sensação de pressão; ardor e coceira locais; febre; dor de cabeça e mal-estar. As maneiras de se prevenir: vacinação; lavar as mãos com água e sabonete após tocar nas lesões; cortar as unhas; e isolamento. Crianças com catapora só devem retornar à escola quando as bolhas estiverem secas, além da higienização de objetos que possam estar contaminados.

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