

Desde um simples erro de digitação até a omissão de rendimentos; veja as falhas mais comuns na declaração e saiba como evitá-las para não ter problemas
Flor Sette Camara* - Estado de Minas
A declaração do Imposto de Renda deve ser feita com atenção aos detalhes para evitar a malha fina. Erros de digitação, informações incompletas, falhas que poderiam ser facilmente evitadas, tudo isso leva milhões de brasileiros para a fiscalização da Receita Federal todos os anos.
1. Erros de digitação
Um zero a mais ou uma vírgula no lugar errado pode alterar completamente os valores de rendimentos. Esse tipo de erro é um dos campeões de retenção, por isso, é necessário revisar com calma todos os números, CPFs e CNPJs antes de enviar o documento.
2. Omissão de rendimentos
Todos os rendimentos tributáveis do ano-base devem ser declarados, incluindo por exemplo salários de diferentes empregadores, aluguéis recebidos, pensões e ganhos como autônomo. A Receita Federal cruza as informações fornecidas por empresas e inquilinos, identificando facilmente quem omitiu alguma fonte de renda.
3. Informações incorretas de despesas médicas
Gastos com saúde são dedutíveis, mas precisam ser informados corretamente. É fundamental guardar todos os recibos e notas fiscais que contenham o CPF ou CNPJ do prestador de serviço. Incluir despesas não dedutíveis, como medicamentos comprados na farmácia, ou informar valores diferentes dos recibos, pode resultar em problemas.
4. Esquecer a renda dos dependentes
Ao incluir um dependente na declaração, é obrigatório informar todos os rendimentos que ele tenha recebido, como salários, bolsas de estágio ou pensões. Muitos contribuintes adicionam os dependentes para aumentar a dedução, mas se esquecem de declarar suas respectivas fontes de renda.
5. Divergências sobre aluguéis
As informações sobre aluguel precisam bater, o valor que o inquilino declara como pago deve ser exatamente o mesmo que o proprietário declara como recebido. Qualquer divergência entre as declarações pode levar ambos para a malha fina.
6. Variação patrimonial incompatível
O patrimônio do contribuinte precisa ser compatível com a renda declarada. Um aumento expressivo de bens, como a compra de um imóvel ou veículo, sem que os rendimentos justifiquem essa aquisição, resulta em complicações com a Receita Federal. É preciso comprovar a origem do dinheiro usado nessas transações.
7. Não declarar saldos bancários e investimentos corretamente
Todos os saldos em conta corrente, poupança e investimentos devem ser informados na ficha de “Bens e Direitos” pelo valor existente em 31 de dezembro do ano anterior. Embora não seja um valor tributável, a omissão ou informação incorreta desses dados é considerada uma inconsistência cadastral que pode levar à malha fina.
Para informações mais atualizadas e detalhadas sobre a declaração de 2026, consulte sempre o site oficial da Receita Federal.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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