Ana Castela gera polêmica com versão 'agro' de 'Rap da Felicidade'
Cantora é acusada de desrespeito ao trocar versos sobre a favela por ostentação; entenda a controvérsia que dividiu opiniões na internet

Por Redação Clube FM - Brasília
- Atualizado
A cantora Ana Castela gerou críticas com o lançamento da música “Não é pressa, é pressão”. A faixa, uma parceria com Rincon e DJ Boss, utiliza a melodia e o refrão de “Rap da Felicidade”, clássico de 1995 de Cidinho e Doca.
A controvérsia surgiu porque a releitura substitui os versos sobre a realidade das periferias por referências ao universo agro e à ostentação. A nova polêmica acontece pouco depois de a artista posar ao lado de Nikolas Ferreira (PL) na Festa do Peão de Barretos.
A música original, que aborda as dificuldades da vida em favelas em meio à violência, tem o seguinte refrão: “Eu só quero é ser feliz/ Andar tranquilamente/ Na favela onde eu nasci, é/ E poder me orgulhar/ E ter a consciência que o pobre tem seu lugar”.
Na versão de Ana Castela, a letra foi alterada para: “Mas eu só quero é ser feliz/ Com uma Dodge Ram/ Que o barretão tá vindo aí, né?/ E poder me embriagar/ Ao som do DJ boss e o Rincon vai ritmar”.
A decisão de usar a estrutura de uma canção de denúncia social para falar de riqueza provocou forte reação. Nas redes sociais, internautas criticaram a adaptação.
“Achei um desrespeito da pior espécie ela usar o Rap da Felicidade para cantar sobre um carro que custa meio milhão”, escreveu uma usuária. “Na moral, a noção passou muito longe. Que porcaria de música”, publicou outra.
Uma terceira pessoa opinou que a cantora foi no caminho contrário do que a obra original representa. Para ela, a nova versão é “quase uma ridicularização de um clássico”. Veja mais publicações:
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Por Maria Dulce Miranda - Estado de Minas










