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Brasil decepciona e evita derrota contra a Austrália no último lance

Quarteto formado por Vinicius Junior, Raphinha, Estêvão e Endrick não funciona; goleiro Hugo Souza falha em cobrança de falta e Seleção inicia ciclo salva por um gol de Rayan no fim do segundo tempo

Brasil decepciona e evita derrota contra a Austrália no último lance
(crédito: SAfed Khan/AFP)

Por Redação Clube FM - Brasília

- Atualizado

Via Correio Braziliense

O Brasil iniciou o ciclo para a Copa América de 2028 e o Mundial de 2030 muito mal. Nesta sexta-feira, a Seleção comandada pelo técnico italiano Carlo Ancelotti empatou com a Austrália por 1 x 1 em Tonwsville no primeiro de três amistosos nesta Data Fifa. Nem mesmo o badalado quarteto formado por Raphinha, Vinicius Junior, Estêvão e Endrick evitou o péssimo resultado — e atuação — na primeira exibição depois da eliminação contra a Noruega por 2 x 1 nas oitavas de final da Copa. Rayan igualou o placar aos 50 minutos do segundo tempo depois da cobrança de escanteio de Raphinha aos 50 minutos da etapa final, no último lance.

Abaixo da crítica, Vinicius Junior foi um dos piores do Brasil em campo. Endrick provou porque é reserva neste momento no Real Madrid. Hugo Souza falhou no gol da Austrália e mais uma vez não se mostrou à altura da responsabilidade. Ele também havia errado na virada do Japão por 3 x 2 no amistoso do ano passado. Problemas em série para Ancelotti resolver até o reencontro de terça-feira contra a Austrália em Brisbane, palco do segundo de três jogos nesse período. O Brasil também irá até Calcutá enfrentar a Índia em 3 de outubro.

O primeiro tempo foi uma continuidade do que se viu na Copa do Mundo: um teste para a paciência de quem gosta (ou não) da Seleção. A ideia de quatro atacantes sem um meio de campo capaz de dar suporte a Estêvão, Raphinha, Vinicius Junior e Endrick se mostrou frágil. Com Bruno Guimarães na função de Casemiro, Danilo era quem mais tentava construir.

Taticamente, Estêvão posicionava-se aberto na direita e Vinicius Júnior na canhota. Dono da camisa 10, Raphinha jogava por dentro como se fosse um falso meia no 4-2-3-1 atrás de Endrick. Escolhido para ser o nove, o atacante brasiliense era quem ficava entre os zagueiros. A Austrália fazia linha de cinco defensores sem a bola e agredia no 3-4-2-1. Além da marcação adversária, o Brasil tinha o péssimo gramado como adversário.

A primeira finalização perigosa partiu da Austrália. Irankunda testou Hugo Souza de muito longe e o goleiro e o goleiro deu um tapa para escanteio. A Seleção demorou 20 minutos para incomodar os anfitriões. Raphinha cobrou falta, Beach não segurou, Bruno Guimarães tentou aproveitar o rebote, mas o dono das traves dos Socceroos se reabilitou. Em outra tentativa, Danilo fez lançamento longo para Raphinha cabecear fraco nas mãos de Beach.

"A expectativa era por um resultado melhor. Temos que estar cientes de que é um novo ciclo, uma nova fase, estamos um passo à frente pela manutenção da comissão técnica, mas não tivemos dinâmica. Faltou compactação e usamos muita bola longa. Detalhes fazem a diferença"Marquinhos, capitão do Brasil, em entrevista ao SporTV


Melhor jogador do Brasil na Copa do Mundo, Vinicius Junior foi uma figura nula. Ele pouco se apresentava para o jogo. Quando recebia a bola, errava passes. Irritava a si mesmo, os companheiros e o técnico Carlo Ancelotti. Em uma rara trama, Estêvão e Endrick levaram o time ao ataque e surgiu Bruno Guimarães livre na área para finalizar forte por cima do gol.

Vulnerável na bola aérea, a ponto de ter sofrido gol de cabeça de Haaland na eliminação contra a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo, o Brasil parou na cobrança de escanteio fechada de Metcalfe e não sofreu gol por muito pouco. Circati chegou atrasado. O Brasil até balançou a rede com Estêvão no fim do primeiro tempo, mas o gol foi anulado devido a uma falta cometida pelo volante Bruno Guimarães.


O futebol pálido do Brasil no primeiro tempo tentou ficar um pouco mais corado no início da etapa final. Estêvão tentou abrir o placar depois de receber passe de Danilo. O atacante finalizou e Beach defendeu. Foi a senha para o início da impaciência de Carlo Ancelotti. O técnico começou a fazer mudanças. Sacou Bruno Guimarães e colocou Douglas Luiz.

As chances apareciam dos dois lados. A Austrália explorava os erros na deficiente saída de bola e na falta de pressão do quarteto ofensivo na marcação. O Brasil tinha contra-ataques, porém não caprichava no acabamento. Raphinha apareceu na cara do gol e chutou cruzado para fora. Vinicius Junior e Estêvão foram bloqueados pela defesa. Ancelotti sacou Endrick e Vini para as entradas de Pedro e Samuel Lino e viu o goleiro Hugo Souza falhar.


"O torcedor tem que ser paciente e quando tivermos competições oficiais a equipe vai estar preparada. Não foi nem positivo nem negativo. Houve algumas coisas boas, verdade que tivemos oportunidades de abrir o placar, faltou um pouco de acerto no ultimo terço, a equipe lutou até o final, não queria perder e não perdeu"Carlo Ancelotti, técnico da Seleção


Aos 22 minutos do segundo tempo, Irakunda cobrou uma falta de longe. O escolhido para a vaga de Alisson no primeiro jogo do ciclo nem sequer foi na bola na cobrança do meia australiano e viu a bola entrar à direita dele. Erro individual à parte, um golaço da Austrália.


Bagunçado depois de seis substituições, o Brasil ficou com a bola, circulou de uma lado para o outro em busca de espaço diante de um ferrolho com linha de seis defensores da Austrália na tentativa de segurar o resultado e foi castigada no último lance da partida. Rayan salvou o Brasil da derrota com um gol de cabeça no fim depois da cobrança de escanteio de Raphinha.

FICHA TÉCNICA

1 AUSTRÁLIA (3-4-2-1)
Beach;
Circati, Souttar, Herrington;
Italiano (Geria), Irvine (Yazbek), Okon-Engstler (O'Neill) e Behich
Metcalfe (Younis) e Irankunda (McGree)
Yengi
Técnico: Tony Popovic

1 BRASIL (4-2-3-1)
Hugo Souza;
Matheuzinho, Marquinhos, Vitor Reis (Jair) e Douglas Santos (Mauro Júnior);
Danilo e Bruno Guimarães (Douglas Luiz);
Estêvão (Rayan), Raphinha e Vinicius Junior (Samuel Lino);
Endrick (Pedro)
Técnico: Carlo Ancelotti

Gols: Irankunda, aos 22, e Rayan, aos 50 minutos do segundo tempo
Cartão amarelo: Irvine
Público e renda: não divulgados
Árbitro: Ryo Tanimoto (Japão)

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