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Cirurgia que trata glaucoma e catarata ao mesmo tempo será incorporada ao SUS

Entre os principais benefícios estão a recuperação mais rápida, a redução no risco de complicações e o melhor controle da pressão intraocular, que pode causar cegueira se não for tratada

Cirurgia que trata glaucoma e catarata ao mesmo tempo será incorporada ao SUS
(crédito: Foto: Rafael Nascimento/MS)

Por Redação Clube FM - Brasília

- Atualizado

Por Caetano Yamamoto*


Uma nova técnica cirúrgica capaz de tratar, simultaneamente, o glaucoma e a catarata — duas doenças oculares comuns que afetam a visão —, foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Oficializada pelo Ministério da Saúde e publicada no Diário Oficial da União da última quinta-feira (17/9), a portaria atualiza o tratamento  dessas doenças e permite a remoção do cristalino e a desobstrução do canal de drenagem ocular em uma única intervenção.

A nova técnica é direcionada para casos leves a moderados de glaucoma e se destaca por ser menos invasiva que as opções atuais. Entre as principais vantagens estão a recuperação mais rápida, a redução no risco de complicações e o melhor controle da pressão intraocular, que pode causar cegueira se não for tratada. 

Atualmente o tratamento inicial do glaucoma na rede pública conta com o uso de colírios para reduzir a pressão intraocular. Quando os medicamentos não apresentam o efeito esperado ou o paciente encontra dificuldades para seguir o uso regular, o tratamento passa a incluir intervenções a laser ou cirurgias, como o implante de drenagem oftalmológico, conhecido como iStent.

O novo tratamento abrange duas possibilidades cirúrgicas: a feita por meio de uma pequena incisão na córnea, chamado de goniotomia excisional, ou a partir de um microcateter ou fio cirúrgico introduzido no canal natural de drenagem do olho, a trabeculotomia transluminal.

De acordo com o Relatório para Sociedade, documento público elaborado pela Conitec, somente a opção goniotomia excisional representa uma redução de aproximadamente R$ 18 mil a cada ano de vida saudável ganho pelo paciente em comparação ao iStent.

A incorporação da goniotomia excisional, por sua vez, poderá resultar em uma economia de R$ 22,4 milhões no primeiro ano, alcançando R$ 93,2 milhões no quinto ano. Nesse período, o montante total economizado será de R$ 276 milhões na substituição da cirurgia com iStent pela goniotomia excisional.

*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro

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