Fim da escala 6x1 é adiado e só deve ser votado após as eleições
O Senado decidiu votar a PEC que põe fim à escala 6x1 apenas depois do primeiro turno das eleições. O Planalto queria urgência

Por Redação Clube FM - Brasília
- Atualizado
Quem trabalha seis dias para folgar apenas um vai ter que esperar um pouco mais por uma definição. A votação da PEC que acaba com a escala 6x1 no Plenário do Senado ficou para depois do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.
A decisão representa um revés para o governo Lula, que vinha pressionando para acelerar a análise da proposta. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manteve a posição de seguir o rito de tramitação da Casa, enquanto governistas tentavam antecipar a votação.
Apesar do adiamento no Plenário, a proposta deu um passo importante. Nesta quarta-feira (2), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou a PEC, que agora está pronta para ser analisada pelos senadores em Plenário.
O que muda para o trabalhador?
O texto prevê o fim da jornada de seis dias de trabalho por um de descanso e estabelece dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução de salário. A jornada máxima também seria reduzida de 44 para 40 horas semanais.
A mudança, porém, seria gradual: a proposta prevê uma redução inicial para 42 horas e, posteriormente, para 40 horas.
E atenção: nada muda imediatamente para quem trabalha na escala 6x1. A aprovação na CCJ não encerra a tramitação. Por ser uma Proposta de Emenda à Constituição, a matéria ainda precisa ser aprovada em dois turnos no Plenário do Senado, com pelo menos 49 votos favoráveis, antes de seguir para as próximas etapas.
Por que a votação foi adiada?
O calendário virou uma disputa política. O governo queria acelerar a análise da proposta, que tem forte apoio popular, mas encontrou resistência para levar o texto ao Plenário imediatamente.
O adiamento também acontece em um momento de mobilização eleitoral. Segundo a Folha, aliados do governo avaliam que a aprovação da medida poderia fortalecer Lula durante a campanha. Depois do primeiro turno, porém, o cenário político pode mudar, já que senadores candidatos à reeleição já saberão o resultado das urnas.










