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Grupo Ri Happy entra com pedido de recuperação extrajudicial

A empresa não informa o valor da dívida a ser rediscutida, mas destaca, por meio de comunicado, que "já conta com expressiva adesão de credores".

Grupo Ri Happy entra com pedido de recuperação extrajudicial
Paralelamente ao pedido de recuperação extrajudicial, a companhia informa que realizou ajustes nas equipes corporativas e que vai mudar de sede - (crédito: Reprodução/Instagram/Rihappy/ 27.8.2026)

Por Redação Clube FM - Brasília

- Atualizado

Por Agência Estado

O Grupo Ri Happy, uma das maiores redes varejistas de brinquedos e produtos infantis do País, protocolou no domingo (18/10), um pedido de recuperação extrajudicial, engrossando o grupo de varejistas que buscam esse mecanismo para renegociar dívidas.

A empresa não informa o valor da dívida a ser rediscutida, mas destaca, por meio de comunicado, que "já conta com expressiva adesão de credores".

A recuperação extrajudicial é uma ferramenta alternativa à recuperação judicial. Nesses casos, o devedor discute o acordo diretamente com seus credores, fora do âmbito judicial. Mas, mesmo assim, o acordo precisa ser posteriormente homologado pela Justiça.
Paralelamente ao pedido de recuperação extrajudicial, a companhia informa que realizou ajustes nas equipes corporativas e que vai mudar de sede.


As mudanças, segundo a empresa, fazem parte de um processo de transformação operacional e financeira e vieram após o grupo ter sido comprado em agosto deste ano pela BluSun Capital Partners.


O comprador é uma sociedade anônima nacional de capital fechado, fundada por Héctor Nuñez, que se tornou CEO da empresa pela segunda vez. Núnez havia comandado a Ri Happy entre 2012 e 2020.


Nuñez tem mais de 25 anos de experiência no varejo e em grandes organizações: foi CEO do Walmart Brasil e ocupou posições de liderança na The Coca-Cola Company.


Até abril deste ano, esteve à frente da presidência da Novonor (antigo grupo Odebrecht). O executivo e empresário assumiu o cargo de diretor-presidente do grupo da família Odebrecht em março de 2022, após ter integrado o conselho de administração em 2021.


Fazem parte da nova equipe da Ri Happy, Carlos Fernandes, como diretor operacional; Diego Motta, diretor financeiro; Sandra Haddad, diretora comercial; Alexandra Carrão, diretora de Gente e Gestão, e Robledo Castro, diretor de Tecnologia e Informação.


A empresa destaca que as mudanças são para "reequilibrar a estrutura de capital, otimizar a eficiência operacional, aprimorar a excelência no atendimento às crianças e famílias brasileiras e garantir a sustentabilidade do negócio no longo prazo".


Frustração


O movimento de ajuste vem após uma iniciativa frustrada, segundo o Estadão apurou, de inovar no modelo de negócio. Em meados de junho, o grupo inaugurou no Shopping Morumbi, em São Paulo, um novo formato de loja com a nova bandeira Divertudo. A unidade mistura a venda de brinquedos, entretenimento e experiência, mas não teve bom desempenho em vendas.


Em comunicado, a companhia observa o momento desafiador enfrentado pelo varejo brasileiro, como os juros elevados, as mudanças no consumo, a intensificação da concorrência e os efeitos acumulados da pandemia


Fundada em 1988, com atuação no varejo de brinquedos e produtos infantis, a Ri Happy comprou em 2012 a concorrente PBKids. Em agosto, quando foi comprada pela BluSun Capital Partners, tinha 293 lojas. Dessas, 244 levavam a bandeira Ri Happy, das quais 163 eram unidades próprias e 81 eram franquias. Sob a bandeira PBKids, eram 49 lojas, sendo 42 próprias e sete franquias.


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