Justiça de São Paulo mantém prisão preventiva de Deolane Bezerra
A influenciadora está presa desde 21 de maio por suspeita de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Os sobrinhos de Marcola continuam sendo procurados

Por Redação Clube FM - Brasília
- Atualizado
A Justiça de São Paulo decidiu, nesta quinta-feira (27/8), manter a prisão preventiva da advogada e influenciadora Deolane Bezerra e dos demais investigados na Operação Vérnix, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Deolane está presa preventivamente desde 21 de maio deste ano.
A 3ª Vara de Presidente Prudente concluiu que permanecem presentes os requisitos para a manutenção da prisão preventiva. Entre eles estão a garantia da ordem pública e da ordem econômica; a conveniência da instrução criminal; a necessidade de assegurar a aplicação da lei penal; o risco de continuidade das atividades de lavagem de dinheiro; e a existência de indícios de atuação estruturada e permanente de organização criminosa.
A defesa de Deolane Bezerra afirmou que recebeu a decisão com surpresa e considerou a prisão manifestamente desnecessária, ilegal e desproporcional.
Os sobrinhos de Marcola, apontado como líder do PCC, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, continuam sendo procurados pela Justiça, com o objetivo de serem capturados.
Operação Vérnix
A Operação Vérnix, deflagrada pelo MPSP e pela Polícia Civil na manhã de 21 de maio, resultou na prisão preventiva da influenciadora Deolane Bezerra e de dois homens apontados como operadores do esquema: Marco Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e seu irmão, Alejandro Camacho. Ambos já cumpriam pena no sistema penitenciário de segurança máxima em Brasília.
A força-tarefa também cumpriu 17 mandados de busca e apreensão com o objetivo de desarticular um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 327 milhões e ligado integrantes do PCC à influenciadora.
Segundo a investigação, a influenciadora passou a ocupar posição de destaque no caso em razão de movimentações financeiras expressivas, incompatibilidades patrimoniais e indícios de conexão com integrantes do núcleo de comando da organização criminosa.
Os levantamentos apontaram o uso de pessoas jurídicas, recebimentos de origem não esclarecida, circulação de valores milionários e aquisição ou vinculação a bens de alto padrão. Para os investigadores, a projeção pública, a atividade empresarial formal e a movimentação patrimonial eram utilizadas como camadas de aparente legalidade para dificultar a identificação da origem ilícita dos recursos.
*Estagiário sob supervisão de Rafaela Gonçalves










