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Promotor afirma que trio agiu de forma unânime em mortes na UTI do hospital

Promotor afirma que trio agiu de forma unânime em mortes na UTI do hospital

Por Redação Clube FM - Brasília

- Atualizado

Após o encerramento da fase de instrução, Ministério Público anunciou que pedirá o envio dos três réus acusados de matar pacientes na UTI do Hospital Anchieta a júri popular e disse estar convencido da participação de todos nos crimes


Por Paulo Gontijo - Correio Braziliense

Após o encerramento da audiência de instrução, nesta segunda-feira (8/6), do caso que apura as mortes de pacientes na UTI de um hospital particular do Distrito Federal, o promotor de Justiça Bernardo de Urbano Rezende afirmou que os interrogatórios dos réus não alteraram o entendimento do Ministério Público (MP) sobre o caso.

Segundo ele, os depoimentos tiveram caráter predominantemente defensivo e buscaram atribuir a responsabilidade dos crimes a apenas um dos acusados.

“Há 27 anos no júri, estou cansado de ver essa questão de as pessoas tentarem jogar a culpa no outro. Essa é a estratégia adotada nesse processo. Eles querem que quem responda seja um só e que as outras duas sejam liberadas”, afirmou.

O promotor destacou que, na avaliação do Ministério Público, os elementos reunidos ao longo da investigação e da instrução apontam para a atuação conjunta dos três acusados.

“Todo o processo me permite cada vez mais estar mais certo em concluir, de forma absoluta, que os três agiram de forma unânime, todos os três visando matar aquelas pessoas”, declarou.

Com o encerramento dos interrogatórios, o processo entra, agora, na fase de diligências complementares solicitadas pela defesa. Após a análise desses pedidos, o Ministério Público apresentará as alegações finais.

Bernardo adiantou que pedirá formalmente que os três acusados sejam submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri. “Eu entendo que tem provas mais do que suficientes, não só para ir a júri, mas para serem condenados”, disse.

O promotor ressaltou que a decisão caberá ao Judiciário após a manifestação de todas as partes. “A minha expectativa é que os três estejam sentados no banco dos réus para serem condenados”, afirmou.

Durante a entrevista, Bernardo também rebateu questionamentos levantados pela defesa sobre supostas edições em vídeos utilizados na investigação. Segundo ele, apenas trechos considerados relevantes para a apuração foram incorporados ao processo.

“Tudo o que interessa para o processo está no processo. Não tenho a menor dúvida disso”, concluiu.

Entenda o Caso

A investigação que chocou o DF teve início na véspera do Natal de 2025, após a Comissão de Óbitos do Hospital Anchieta identificar inconsistências e indícios de homicídio nos leitos da UTI. Auditorias internas cruzaram prontuários médicos e registros de câmeras de segurança, flagrando movimentações suspeitas do trio. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Coordenação de Repressão a Homicídios e Proteção à Pessoa (CHPP), deflagrou a operação que resultou na prisão temporária dos suspeitos em janeiro deste ano.

Segundo as investigações, Marcos Vinícius era o responsável por injetar as substâncias letais sem prescrição. Inicialmente, ele negou os fatos, mas confessou a conduta após ser confrontado com os vídeos que mostravam ele utilizando o computador médico para obter acesso ao sistema e aplicando os fármacos. À época, os delegados do caso destacaram a frieza dos investigados diante das imagens. 

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