Robô supera marca de Usain Bolt nos 100m e velocista reage
Jamaicano comentou desempenho de robôs que correram abaixo dos 9s58 e disse que comparação mostra "o quão bom" ele foi

Por Redação Clube FM - Brasília
- Atualizado
Por Nathallie Lopes
Usain Bolt não parece preocupado em ter sido superado por robôs. Dono do recorde mundial dos 100 metros rasos, o ex-velocista jamaicano contou que riu ao assistir às máquinas completarem a distância em menos tempo que os 9s58 que o consagraram como o homem mais rápido da história.
“Sim, sim, sim. Eu vi!”, respondeu Bolt, rindo, ao ser questionado sobre o assunto durante uma entrevista ao jornal espanhol Mundo Deportivo, publicada nesta quinta-feira (24/9).
“São essas coisas que acontecem hoje em dia. Acho que é para onde o mundo está caminhando. Só me fez rir, isso é tudo. Não dei muita importância, mas o fato de estarem falando de mim e me usando como referência mostra o quão bom eu era”, afirmou.
Robôs velocistas
A comparação surgiu depois dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides, realizados entre 22 e 26 de agosto, em Pequim, na China. Mais de 2 mil robôs de 666 equipes participaram de 51 modalidades, que incluíram provas inspiradas no atletismo.
Nos 100 metros, o destaque foi o TianGong Ultra, desenvolvido pelo Centro de Inovação de Robôs Humanoides de Pequim. A máquina começou a competição com 9s39, já abaixo da marca de Bolt, baixou o tempo para 8s86 na semifinal e terminou a disputa com 8s64 na final.
Outro humanoide, chamado Lightning, também conseguiu superar o tempo do jamaicano durante a competição. Apesar dos resultados, as marcas dos robôs não substituem o recorde mundial de Bolt, já que foram obtidas em uma competição própria e não seguem as mesmas regras das provas oficiais de atletismo.
Recorde resiste há 17 anos
Entre humanos, ninguém chegou aos 9s58 desde que Bolt estabeleceu a marca em 16 de agosto de 2009, no Mundial de Atletismo de Berlim, na Alemanha. Na ocasião, ele melhorou em 11 centésimos o próprio recorde de 9s69, registrado um ano antes nos Jogos Olímpicos de Pequim.
E os números ajudam a explicar a brincadeira do jamaicano sobre “o quão bom” ele era. Bolt ainda ocupa as duas primeiras posições entre os melhores tempos válidos da história dos 100 metros: além dos 9s58 de Berlim, correu a prova em 9s63 na final dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.
Aos 40 anos e aposentado das pistas desde 2017, Bolt também mantém o recorde mundial dos 200 metros, com 19s19. Ao longo da carreira, conquistou oito ouros olímpicos e 11 títulos mundiais.
Ainda na entrevista, ele afirmou que tinha como objetivo deixar o nome entre os grandes nomes da história do esporte, ao lado de atletas como Muhammad Ali e Michael Jordan.
“Meu objetivo sempre foi estar entre os maiores da história do esporte e, agora que estou aposentado, posso dizer que realizei meu sonho”, disse.
Bolt também falou sobre a vida longe das competições. Pai de três filhos, afirmou que continua frequentando a academia e brincou com notícias sobre sua condição física. “Estou na melhor forma da minha vida”, disse. Durante a passagem por Budapeste, segundo ele, os treinos fizeram parte da rotina todos os dias.










