SUS e Anvisa liberam novos tratamentos contra câncer
Anvisa aprovou remédio para câncer colorretal e SUS incluiu três novos fármacos para tratar câncer de pulmão na rede pública.

Por Redação Clube FM - Brasília
- Atualizado
A ampliação das opções de tratamento contra o câncer ganhou novos avanços no Brasil nesta semana. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Fruzaqla (fruquintinibe), medicamento destinado a pacientes adultos com câncer colorretal metastático que já passaram por tratamentos anteriores.
Paralelamente, o Sistema Único de Saúde (SUS) anunciou a inclusão de três novos medicamentos para o tratamento do câncer de pulmão: brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe. As medidas aumentam as alternativas disponíveis para pacientes e podem contribuir para o controle da doença e para uma melhor qualidade de vida.
ACESSO GRATUITO TRAZ NOVA POSSIBILIDADE
A aprovação do fruquintinibe pela Anvisa representa uma nova possibilidade terapêutica para pessoas com câncer colorretal metastático em situações nas quais tratamentos anteriores não foram suficientes para controlar a doença. O medicamento atua sobre mecanismos relacionados à formação de novos vasos sanguíneos que favorecem o crescimento dos tumores.
Estudos utilizados na avaliação do produto apontaram benefícios relacionados à sobrevida dos pacientes e ao período em que a doença permanece sem progressão, oferecendo uma alternativa adicional para casos mais avançados.
No tratamento do câncer de pulmão, a incorporação de brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe pelo SUS amplia o acesso a terapias de alta tecnologia na rede pública.
Os dois primeiros são medicamentos de terapia-alvo, voltados a alterações específicas presentes em determinadas células cancerígenas, enquanto o durvalumabe atua estimulando o sistema imunológico no combate ao tumor. A previsão é de que os três medicamentos comecem a ser disponibilizados a partir de outubro, beneficiando cerca de 1,9 mil pacientes que atendam aos critérios estabelecidos para utilização.
Além do avanço nas possibilidades de tratamento, a medida representa um importante ganho social para pacientes e famílias que dependem da saúde pública.
A disponibilização gratuita dos medicamentos pelo SUS reduz o impacto financeiro de terapias que podem ter custos elevados na rede privada e permite que mais pessoas tenham acesso a tratamentos modernos.
A ampliação da assistência oncológica também pode contribuir para preservar a autonomia dos pacientes, diminuir a progressão das doenças e proporcionar melhores condições de vida durante o tratamento.
POSIÇÃO MINISTÉRIO DA SAÚDE
A proposta busca enfrentar uma característica histórica do tratamento oncológico dentro do SUS. Ao contrário do que ocorre em outras áreas da assistência farmacêutica, uma parcela significativa dos medicamentos utilizados contra o câncer é comprada diretamente pelos hospitais habilitados, que recebem recursos conforme os procedimentos realizados.
Como alguns desses medicamentos podem representar gastos de centenas de milhares de reais por paciente a cada ano, as diferenças de preços e a capacidade de compra de cada hospital podem dificultar a adoção de tratamentos mais novos. Com uma maior participação do governo federal, a estratégia pretende aproveitar o poder de compra do SUS para conseguir melhores condições de preço e também proporcionar maior regularidade no fornecimento dos medicamentos.
Mesmo com a previsão de início em outubro, a disponibilização dos tratamentos não ocorrerá necessariamente ao mesmo tempo para todos os pacientes que estiverem dentro dos critérios. De acordo com o Ministério da Saúde, a implementação será gradual e dependerá das negociações com os fornecedores e das particularidades relacionadas à aquisição de cada medicamento.
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