Amazônia registra menor área de desmatamento desde 1985, aponta MapBiomas
Apesar da redução em 2025, bioma perdeu 54,7 milhões de hectares de vegetação nativa em 41 anos; pastagens e mineração avançaram no período

Por Redação Clube FM - Brasília
- Atualizado
Via Correio Braziliense
A Amazônia registrou 693 mil hectares de desmatamento em 2025, o menor volume anual desde o início da série histórica, em 1985. Os dados são do MapBiomas, que reúne levantamentos anuais de cobertura e uso da terra no Brasil. Do total desmatado no ano passado, 639 mil hectares, o equivalente a 92%, correspondiam à vegetação primária, enquanto 54 mil hectares eram de vegetação secundária, formada em áreas que passam por um processo de regeneração após alterações anteriores.
Entre 1985 e 2025, a área destinada à agropecuária cresceu 440%, enquanto a superfície acumulada de conversão da vegetação para uso humano aumentou 492%, alcançando 74,6 milhões de hectares. Desse total, 83% correspondem a áreas convertidas nos últimos 40 anos.
A pastagem foi o primeiro uso registrado após a retirada da vegetação nativa em 77% dos casos. Ao final da série histórica, 37,7 milhões de hectares permaneciam destinados à atividade, cuja área total cresceu 556% desde 1985. No mesmo intervalo, a agricultura passou de 161 mil para 8,6 milhões de hectares, enquanto o cultivo de soja avançou de 1,4 mil para 7 milhões de hectares.
Perda varia
O levantamento também aponta diferenças na preservação da vegetação entre os estados que integram o bioma. Em 2025, o Amazonas mantinha 94,6% de sua área amazônica coberta por vegetação nativa, proporção inferior apenas à do Amapá, com 95,5%. Na sequência aparecem Roraima, com 92,3%, e Acre, com 84,2%. Os menores percentuais foram registrados em Tocantins (24,6%), Maranhão (49,8%), Rondônia (59,1%) e Mato Grosso (61,7%). Os índices consideram apenas a parcela de cada estado localizada no bioma Amazônia.
Já na região da Amacro, formada por municípios do Amazonas, Acre e Rondônia, a perda de vegetação nativa chegou a aproximadamente 7 milhões de hectares desde 1985, uma redução de 16% da cobertura original. Embora represente 11% do bioma, a região concentrou 13% de toda a perda registrada no período. Entre 2015 e 2025, foram perdidos 2,7 milhões de hectares, enquanto a área de pastagem cresceu cerca de 15 vezes, com acréscimo de 6,6 milhões de hectares.










