Ana Maria Braga fala sobre casamento e conta como mantém romance com marido
Ana Maria Braga revela segredo para manter o romance vivo após o casamento

Por Redação Clube FM - Brasília
- Atualizado
Via Correio Braziliense
Aos 77 anos, Ana Maria Braga vive uma fase em que carreira, amor e novos projetos ocupam espaço importante em sua rotina. Em entrevista ao Gshow, a apresentadora abriu detalhes pouco conhecidos da vida a dois com o jornalista Fábio Arruda, com quem divide a vida desde 2022. O casal oficializou o casamento no ano passado, em uma cerimônia íntima realizada em São Paulo.
Para Ana Maria, a felicidade dentro de uma relação não está necessariamente ligada a grandes demonstrações de romance. A apresentadora acredita que o vínculo é construído principalmente nos pequenos momentos do cotidiano, na atenção ao parceiro e na capacidade de preservar a individualidade de cada um.
"Romantismo está muito mais no cotidiano do que nos grandes gestos. Está em querer estar perto, perguntar como foi o dia, preparar alguma coisa que o outro gosta, viajar junto, dar risada, respeitar o espaço. Dividir a vida é ter companhia sem perder a individualidade. Amor bom não prende, não diminui, não exige que você deixe de ser quem é, ele soma", afirmou Ana Maria.
A apresentadora também contou que a relação com Fábio Arruda envolve uma divisão cuidadosa entre a vida pessoal e a profissional. Os dois conseguem trabalhar juntos, mas procuram estabelecer limites para que os compromissos não dominem os momentos vividos como casal. Segundo Ana, essa separação exige esforço e compreensão de ambos.
"A gente aprendeu que uma coisa não pode engolir a outra. Trabalhar junto exige confiança e respeito, principalmente porque sou muito envolvida com o que faço. O Fábio conhece meu jeito e sabe que, quando estamos trabalhando, o assunto é trabalho. Em casa, procuramos preservar a nossa vida. Nem sempre dá para fechar a porta e deixar tudo do lado de fora, mas fazemos esse exercício", explicou.
Mesmo depois do casamento, Ana Maria defende que o casal não abandone os hábitos de quando ainda estava namorando. Para ela, manter a curiosidade e a disposição para conquistar novamente a pessoa que está ao seu lado é uma das formas de evitar que a relação se transforme apenas em uma convivência automática.
"O namoro precisa continuar existindo depois do casamento. Senão vira reunião de condomínio", brincou a apresentadora. Em seguida, ela compartilhou uma sugestão inusitada para preservar a chama do relacionamento: "Tem uma coisa que acho infalível: de vez em quando, não importa há quanto tempo você esteja com a pessoa, escolha uma hora bem improvável, olhe para ela e pergunte: Quer casar comigo? Vale muito a pena".
A relação amorosa aparece em um momento especialmente significativo da trajetória de Ana Maria Braga. Com 52 anos de carreira e 27 anos à frente do Mais Você, a comunicadora continua trabalhando e não demonstra intenção de se afastar da televisão. Além do programa matinal, ela está à frente da segunda temporada do reality gastronômico Chef de Alto Nível, experiência que considera uma oportunidade de continuar se desafiando profissionalmente.
Apesar da longa experiência diante das câmeras, Ana admite que ainda sente aquele conhecido frio na barriga antes de entrar no ar. A diferença, segundo ela, está na forma como encara essa sensação atualmente.
"O frio na barriga é respeito pelo público e pelo trabalho. O que mudou foi a maneira de lidar. Antes, talvez viesse acompanhado de uma ansiedade maior. Hoje vem com uma alegria danada. Quando escuto a batucada: Acorda, menina! Tem um Brasil inteiro acordando junto com você, contou.
A disposição para continuar também está relacionada à maneira como a apresentadora passou a enxergar o próprio tempo. Depois de enfrentar diferentes diagnósticos de câncer, Ana afirma que os momentos difíceis mudaram sua relação com a vida e fizeram com que passasse a valorizar ainda mais as experiências que escolhe viver.
"Quando você enfrenta situações que mexem profundamente com a sua existência, aprende que tempo não é uma coisa para desperdiçar. Não romantizo dificuldade, tem coisa que dói, assusta e que, se pudesse escolher, ninguém escolheria viver. O que podemos decidir é o que fazemos depois, e escolhi continuar, trabalhar, amar, fazer planos, rir, viajar, começar de novo quantas vezes fossem necessárias. Também aprendi a pedir ajuda e a entender que força não significa passar por tudo sozinha", refletiu.
Hoje, Ana Maria diz não ter interesse em estabelecer um ponto final para sua trajetória. A apresentadora prefere continuar aberta às mudanças, tanto na carreira quanto na vida pessoal. Para ela, viver plenamente significa não se limitar à imagem construída ao longo das décadas e continuar permitindo que novas experiências façam parte de sua história.
"Tenho uma relação muito concreta com a vida. Quero estar presente nela. Acordar e saber que aquele dia merece ser vivido, seja diante de milhões de pessoas ou tomando café em casa com quem amo. A vida já me deu alguns recados bem claros e aprendi a escutar. Então, enquanto a vida disser vem, vou", declarou ao gshow.










