Inadimplência do aluguel cai a 2,93% e atinge menor nível da série histórica
Índice recuou pelo segundo mês consecutivo e ficou abaixo do registrado em setembro de 2025. Nordeste lidera o ranking regional, enquanto Centro-Oeste tem a menor taxa
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Por Redação Clube FM - Brasília
- Atualizado
Via Correio Braziliense
A inadimplência do aluguel no Brasil caiu para 2,93% em setembro, o menor patamar desde o início da série histórica, em abril de 2023. O índice recuou 0,18 ponto percentual em relação a agosto, quando estava em 3,11%. Na comparação com setembro de 2025, a queda foi de 0,87 ponto percentual, ante uma taxa de 3,80%. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), da Superlógica, que analisa informações anonimizadas de mais de 1 milhão de locatários.
Apesar do resultado positivo, o cenário ainda exige atenção, segundo Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica. “A queda da inadimplência em setembro é um sinal positivo para o mercado de locação, mas o cenário exige atenção, especialmente diante dos juros ainda elevados e das pressões sobre o orçamento das famílias, fatores que podem afetar a capacidade de pagamento do aluguel”, afirma.
Os imóveis comerciais com aluguel de até R$ 1 mil registraram a maior taxa de inadimplência entre as categorias analisadas, com 7,41% em setembro, ante 7,65% em agosto. O percentual, embora em queda, permanece bem acima da média nacional.
Entre os imóveis residenciais, a mesma faixa de preço também apresentou o maior índice da categoria, de 5,99%, contra 6,13% no mês anterior. “Mesmo com a queda no mês, as faixas de aluguel mais baixo continuam concentrando taxas de inadimplência significativamente superiores à média nacional. É um dado importante porque mostra que a melhora do índice agregado não acontece de maneira uniforme entre os diferentes perfis de imóveis e valores de locação”, explica Gonçalves.
Nas faixas de maior valor, os aluguéis residenciais acima de R$ 13 mil tiveram inadimplência de 5,75% em setembro, ante 5,96% em agosto. Nos imóveis comerciais da mesma faixa, o indicador caiu de 4,50% para 4,32%. As menores taxas foram registradas nos imóveis residenciais com aluguel entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, com 1,72%, e nos comerciais da mesma faixa, com 3,28%.
Imóveis comerciais lideram por categoria
Na divisão por tipo de imóvel, os comerciais apresentaram inadimplência de 4,11% em setembro, abaixo dos 4,22% registrados em agosto. Apesar da redução, o segmento continua com a maior taxa entre as categorias analisadas.
Nos apartamentos, o indicador passou de 2,13% para 2,12%. Já nas casas, recuou de 3,30% para 3,23% no período. O Nordeste manteve a liderança no ranking regional, com inadimplência de 5,08% em setembro, ante 5,07% em agosto. O Norte permaneceu na segunda posição, com alta de 4,35% para 4,45%.
O Sul também registrou aumento, passando de 2,70% para 2,79%. Em sentido contrário, o Sudeste apresentou queda de 2,86% para 2,76%. O Centro-Oeste teve a menor taxa do país pelo segundo mês consecutivo. O índice da região passou de 2,60% em agosto para 2,62% em setembro, mantendo-se abaixo da média nacional de 2,93%.
Criado para auxiliar imobiliárias em decisões estratégicas e acompanhar tendências do mercado de locação, o Índice de Inadimplência Locatícia também funciona como indicador da situação econômica, ao monitorar a regularidade dos pagamentos de aluguel no país.










