

O duelo foi confirmado após empate com a Suécia, resultado que garantiu a classificação em segundo lugar do Grupo F
Por Correio Braziliense
O futebol japonês nunca escondeu a influência brasileira em sua evolução. Nomes como Zico, Leonardo e Dunga ajudaram a abrir caminhos e deixaram marcas profundas no desenvolvimento da modalidade no país asiático.
Agora, porém, a história ganha um novo capítulo: Brasil e Japão estarão frente a frente no mata-mata da Copa do Mundo deste ano, na inédita fase de 16 avos de final. O duelo foi confirmado após o empate de 1 a 1 com a Suécia, resultado que garantiu a classificação em segundo lugar do Grupo F.
Os suecos também avançaram ao mata-mata ao terminarem entre os melhores terceiros colocados. Assim, duas escolas de futebol com laços históricos voltam a se encontrar em um confronto que promete emoção e uma vaga nas oitavas de final.
Apesar de um primeiro tempo de poucas oportunidades, os 45 minutos inciais deram o tom da partida, com um Japão veloz e bem organizado em campo, tudo sob o olhar atento do técnico Hajime Moriyasu, que acompanha cada detalhe da partida fazendo anotações em seu caderno.
Já a Suécia, que busca retomar o protagonismo de outras épocas, como na campanha da Copa do Mundo de 1994, e apostava na juventude de seu elenco para tentar surpreender os japoneses.
Os gols saíram no segundo tempo. Aos 10 minutos, o Japão marcou com uma troca de passes envolvente que resumiu a proposta coletiva do time. Depois de um passe em profundidade de Ritsu Doan, Daizen Maeda, ídolo do futebol escocês, finalização com o pé direito do meio da área no canto inferior esquerdo.
Instantes antes, o telão do estádio havia informado que a Tunísia diminuíra a desvantagem diante da Holanda, aumentando a tensão da partida e reforçando a importância de uma vitória japonesa.
Porém, a animação dos japoneses não pareceu durar porque a Suécia foi buscar o empate, que veio aos 16′, com um chute certeiro com o pé esquerdo de fora da área de Anthony Elanga, que disputa a Premier League.
Logo depois, a Holanda marcou o terceiro contra a Tunísia, que já estava eliminada do torneio. Com isso, a torcida presente ficou menos barulhenta, mais continuaram a apoiar o time. E quem cresceu foi a torcida da Suécia, que viu o time pressionar nos últimos minutos, forçando o goleiro japonês, Zion Suzuki, a realizar boas defesas.
Brasil e Japão se enfrentam na segunda-feira (29/6), às 14h (horário de Brasília), em Houston, no Texas. A Seleção Brasileira deve permanecer em Nova Jersey e viajar para o local da partida apenas próximo ao confronto.
Na busca pela sexta estrela, o Brasil inicia um novo capítulo no Mundial diante de um velho conhecido: o Japão, adversário que tem laços históricos com o futebol brasileiro e vem de uma evolução cada vez mais consistente no cenário internacional.
Em outubro do ano passado, o Brasil perdeu para o Japão por 3 a 2, em partida disputada no Ajinomoto Stadium, em Tóquio. Foi a primeira derrota da Seleção Brasileira para os japoneses na história.
A Canarinho abriu o placar ainda no primeiro tempo, com gols de João Pedro e Gabriel Martinelli. Na etapa final, porém, o Japão reagiu e virou o jogo com gols de Minamino, Fabrício Bruno (contra) e Ueda.

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