

Cantor comentou o assunto após vencer um processo judicial movido contra o fundador do Movimento Brasil Livre (MBL)
Redação Entretenimento - UAI
Wesley Safadão decidiu se posicionar de forma firme diante das críticas relacionadas a apresentações realizadas com apoio de recursos públicos. Em entrevista recente ao portal G1, o cantor comentou o assunto após vencer um processo judicial movido contra o fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato à presidência, Renan Santos, que o havia chamado de “ícone da corrupção”.
Logo no início da conversa, o artista buscou relativizar as acusações e negou qualquer irregularidade em sua atuação profissional. “Eu sempre digo o seguinte: a gente está bem tranquilo em relação a isso. Às vezes, as pessoas estão até achando que é como se fosse praticamente um crime, mas ninguém está cometendo um crime”, afirmou.
Na sequência, o cantor reforçou que sua atividade segue dentro da normalidade do mercado de shows e entretenimento. “A gente está executando o nosso trabalho. A gente fez isso, faz com o maior amor e carinho do mundo. Ninguém está colocando a faca no pescoço de ninguém pra nos contratar”, declarou.
Durante a entrevista, Safadão também comentou sobre a percepção de valores no meio artístico e o impacto de períodos eleitorais nas críticas ao setor. “Não existe artista caro, existem artistas que não se pagam. Não menosprezando a carreira de ninguém, mas em ano político tudo vira política”, disse.
Ao encerrar o assunto, o cantor destacou tranquilidade em relação à própria trajetória profissional. “Acho que não tem coisa melhor do que deitar com a consciência tranquila e em paz. Eu sei o tempo de carreira e trabalho que tenho, e tô muito feliz. Só tenho a agradecer, nada a reclamar e só sigo trabalhando”, completou.
A controvérsia ganhou força após a Justiça do Ceará determinar, no fim de abril, que Renan Santos removesse publicações em que acusava o cantor de envolvimento em corrupção. A decisão, obtida pelo Metrópoles, estabeleceu prazo de 24 horas para exclusão do conteúdo, sob multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.
Nos autos, consta que o político publicou um vídeo em março de 2026 no Instagram, no qual afirmava que Safadão estaria envolvido em esquemas ilícitos e contratos com prefeituras. Em um dos trechos citados, ele declarou: “Wesley Safadão é o novo ícone da corrupção no Brasil…”.
Ao analisar o caso, o juiz responsável destacou a necessidade de equilíbrio entre liberdade de expressão e proteção à honra. “A liberdade de expressão não abrange a divulgação de imputações falsas de prática criminosa, especialmente quando apresentadas como fatos consumados, sem respaldo em elementos mínimos de verossimilhança”, registrou.
Na decisão, o magistrado também apontou que a divulgação poderia caracterizar campanha de exposição negativa. Segundo ele, a “disseminação de conteúdo com intuito de fomentar exposição pública negativa e engajamento coletivo configura verdadeira campanha de execração, incompatível com o exercício regular da liberdade de expressão”.
O entendimento judicial considerou ainda o impacto potencial sobre a carreira do artista, ressaltando que as declarações extrapolam o campo da crítica e se aproximam de acusações sem comprovação, ao trazerem “afirmações categóricas de prática criminosa” sem base documental.

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