

Atriz, de 39 anos, vive virada na carreira ao protagonizar musical da rainha do rock
Por Observatório dos Famosos
Analu Pimenta vive atualmente um dos momentos mais importantes de sua trajetória artística ao assumir o papel de Tina Turner na versão brasileira de TINA – Tina Turner O Musical, em cartaz em São Paulo. À frente de uma superprodução, a atriz coleciona elogios do grande público e pela crítica ao dar vida nos palcos à trajetória revolucionária da saudosa rainha do rock.
Com uma carreira consolidada no teatro musical, a artista, de 39 anos, já integrou montagens de destaque, e também conquistou notoriedade na dublagem ao emprestar sua voz para Rubi no fenômeno Guerreiras do K-pop (2025), da Netflix, filme vencedor do Oscar em duas categorias.
Em entrevista exclusiva ao Observatório dos Famosos, Analu Pimenta aponta que, apesar da carreira sólida nos palcos, o teatro musical surgiu de maneira espontânea em sua vida. “Eu sempre fui genuinamente artista, mas não tive uma infância de criança artista e nem uma família que me impulsionasse para isso, então viver o que vivo hoje nem parecia uma possibilidade. Quando era criança, eu dizia que ia ser dentista”, relembra.
A dublagem também se tornou uma extensão importante de carreira de Analu. Ela explica que começou na área no mesmo período em que ingressava nos grandes musicais, e que a oportunidade se deu após um diretor ter prestigiado uma de suas apresentações, e a convidou para testes. Dar voz à personagem Rubi em Guerreiras do K-pop, para ela, foi uma experiência especialmente marcante por unificar suas paixões: “Trabalhar com voz é algo que sempre me interessou, até pela minha formação. Acho que tudo soma artisticamente“, diz.
Para interpretar a cantora Tina Turner, a atriz conta ter passado um intenso processo de preparação, que incluiu meses de estudos, leituras, documentários e pesquisas aprofundadas sobre a vida da artista.
“O que mais me chama atenção na Tina é a resiliência dela e essa certeza de que daria certo, mesmo diante de tudo o que viveu. A peça fala dessas dores de uma forma muito honesta, e acho importante abordar temas como violência, superação e recomeço”, explica.
O peso simbólico do papel também atravessa sua experiência pessoal e profissional, já que Tina Turner não apenas revolucionou a música, como construiu caminhos para mulheres negras dentro de um universo historicamente dominado pela branquitude masculina. “Ter uma artista preta, depois dos 40 anos, fazendo o sucesso que ela fez cantando rock é algo memorável”, afirma.
Além da responsabilidade histórica, existe, também, o desafio de reproduzir nos palcos brasileiros a potência cênica e vocal da cantora. Analu Pimenta ressalta que Tina possuía uma presença única: “O maior desafio é conseguir traduzir essa energia e essa potência, porque ela sentia cada nota que cantava”, diz.
Vivendo sua primeira protagonista nos musicais, coincidentemente, às vésperas dos 40 anos, Analu Pimenta reconhece sua identificação profunda com a história da artista. “Ela viveu uma grande virada depois dos 40 anos e isso me toca porque estou chegando aos 40 vivendo minha primeira protagonista nos musicais. Tem um significado enorme para mim”, revela.
Mesmo conectada ao teatro musical, a atriz não descarta aceitar novos desafios na televisão, no cinema, no streaming ou até mesmo na música autoral. “Eu sou muito apaixonada por arte e por contar histórias. Dublagem já é uma parte importante da minha trajetória e, claro, televisão, cinema e streaming são possibilidades que me interessam muito”, afirma.
Para Analu Pimenta, mais do que o reconhecimento profissional, o que continua movendo sua carreira é justamente a possibilidade de emocionar o público e ser transformada pelas histórias que interpreta nos palcos. “Quero seguir fazendo arte, que é o que eu faço de melhor nessa vida. O que me move é exatamente isso: arte. Poder contar histórias, emocionar as pessoas e viver personagens que me transformam também”, pontua.
O texto Analu Pimenta celebra virada na carreira ao viver de Tina Turner nos palcos: “Sempre fui artista” foi publicado primeiro no Observatório dos Famosos.

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