

Cantora fala sobre autoconhecimento, questiona pressões sociais sobre maternidade e reflete sobre nova fase da vida na capa da Glamour
Redação Entretenimento - Portal UAI
Anitta estampa a capa da edição de outono/inverno 2026 da revista Glamour, primeira versão impressa do ano, e usa o espaço para refletir sobre uma fase de transformações profundas. Entre os temas da entrevista estão seu novo álbum #Equilibrivm, espiritualidade, autoconhecimento e a decisão de não ter filhos.
Anitta estampa a capa da edição de outono/inverno 2026 da revista Glamour, primeira versão impressa do ano, e usa o espaço para refletir sobre uma fase de transformações profundas. Entre os temas da entrevista estão seu novo álbum #Equilibrivm, espiritualidade, autoconhecimento e a decisão de não ter filhos.
Entre as mudanças mais significativas está a decisão de não seguir a maternidade. Na entrevista, Anitta comenta como enxerga o tema e questiona pressões sociais sobre as mulheres: “Me considero um modelo a ser seguido no sentido de princípios e caráter. Eu não quero ter filhos, mas se tivesse, gostaria de ser uma inspiração. Quando olho para a minha história, penso: ‘Eu não tinha nada, estudei muito, sempre fui a melhor aluna das escolas que frequentei, trabalhei e me esforcei muito, dou muito valor à minha família, ajudo o quanto posso e o quanto eles precisam. Óbvio que tenho equívocos na vida, todo mundo é humano, porém, acho que sou um exemplo bacana por conta dessas coisas – de ter princípios, de nunca ter feito mal a ninguém, nunca ter sacaneado ninguém, nunca ter roubado de ninguém. Isso é uma coisa que me orgulho.”
Ao explicar por que não deseja ter filhos, a cantora reforça que a escolha é antiga e também fruto de reflexões recentes. “Eu nasci com esse pensamento, desde criancinha. A sociedade condiciona a mulher a querer isso – ainda bem, inclusive, que as pessoas estão olhando com mais seriedade para a misoginia e para os perigos desse pensamento machista. Porque a gente vai, desde menina, sendo doutrinada a pensar que o sucesso feminino está automaticamente relacionado a arrumar marido, ter filhos… A mulher só tem valor se cumprir esses quesitos. A gente fica sem saber o que é vontade nossa e o que foi imposto pelos outros.”
Ela também afirma que não se enxerga na maternidade e que não realizou congelamento de óvulos. “Depois que mergulhei nessa busca por mim mesma, não me enxergo sentindo prazer ou sendo feliz tendo filhos. Não congelei óvulos, não penso nisso. Pode ser que mude lá na frente? Claro, não sou fechada a nada na minha vida, a gente vive em constante evolução e mudança. Mas, hoje, ainda vejo como uma função injusta e desequilibrada.”
Sobre a possibilidade de preservar a fertilidade para o futuro, ela diz não considerar essa alternativa no momento. “Se eu mudar de opinião, tem tanta criança no mundo que não tem pais, tanta gente esperando para ser amada. Se der vontade, no futuro, não terei esse problema. Além disso, congelar óvulos é uma função pesada, altera todos os hormônios. Tenho a saúde muito fragilizada desde a covid-19, então não vejo vantagem em colocá-la em risco. Acredito que tudo que é para acontecer, acontece. Então se for para o meu bem, para a minha felicidade, vai acontecer.”

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