

Atriz foi anunciada como embaixadora da Ray-Ban Meta, mas associação gerou reação negativa nas redes
Por Redação Entretenimento - Portal UAI
A entrada de Bruna Marquezine para o time de embaixadores da Ray-Ban Meta provocou forte repercussão nas redes sociais. A atriz passou a representar a linha de óculos inteligentes desenvolvida pela Ray-Ban em parceria com a empresa de Mark Zuckerberg, mas parte dos fãs questionou a escolha por causa das controvérsias envolvendo o dispositivo.
Os óculos inteligentes estão no centro de debates sobre privacidade, gravações sem consentimento e assédio. Como o acessório possui câmeras capazes de registrar fotos e vídeos de maneira discreta, críticos apontam que pessoas ao redor podem ser filmadas sem perceber. A preocupação levou, inclusive, a restrições ao uso do produto em determinados estabelecimentos no Reino Unido.
A tecnologia também virou alvo de manifestações em Londres. Cartazes espalhados pelo grupo ativista Everyone Hates Elon fizeram referências a figuras como Jeffrey Epstein e Kylie Jenner, que também possui uma parceria com a marca, para levantar questionamentos sobre consentimento, vigilância e limites éticos relacionados aos dispositivos.

Ao anunciar a parceria, Bruna destacou sua relação com os acessórios e comemorou o convite. “Fiquei muito honrada de ser convidada para representar uma marca tão icônica como a Ray-Ban, e tenho certeza de que vamos construir muitos projetos incríveis como esse juntos”, celebrou.
Marina Pacheco, head do setor de armações da EssilorLuxottica Brasil, também explicou a escolha da atriz. “A Bruna traz uma perspectiva contemporânea e plural, que dialoga tanto com o universo da moda quanto com o da tecnologia. Essa parceria traduz a forma como a Ray-Ban enxerga o futuro: integrada à cultura, atenta às transformações e próxima de quem influencia conversas e comportamentos hoje”, explicou.
A publicação feita por Bruna em junho de 2026, porém, recebeu críticas de seguidores. Uma internauta escreveu: “Linda, diva, maravilhosa? Sim! Mas ERROU RUDE nessa parceria!! Por favor, reveja”. Outra foi ainda mais direta: “Te admiro para caraca, mas p* vacilação essa collab. Uma tecnologia que claramente se camufla em algo ‘cool’ para invadir a privacidade e tornar mulheres ainda mais vulneráveis, como se nós ainda precisássemos de algo mais. Fiquei desapontada”.
Também houve quem alertasse: “Bruna, por favor, não faça isso! A tecnologia desses óculos vai na contramão de tudo que NÃO precisamos em um mundo que já tem tanto assédio e crimes contra mulheres e crianças.”
Em meio à discussão, circulou ainda nas redes uma suposta estratégia envolvendo músicas da Disney para dificultar a publicação de gravações feitas sem autorização. A ideia seria utilizar áudios protegidos por direitos autorais, que poderiam ser identificados e removidos pelas plataformas. A prática, no entanto, não impede que alguém seja gravado sem consentimento e não representa uma solução efetiva para os riscos de privacidade associados ao uso dos óculos.

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