

O Dia D nacional será realizado em 22 de agosto; público-alvo são crianças e adolescentes menores de 15 anos
Por Rafaela Bomfim via Correio Braziliense
Crianças e adolescentes menores de 15 anos têm até 1º de setembro para colocar a vacinação em dia durante a Campanha de Multivacinação 2026. O Dia D nacional será realizado em 22 de agosto, com mobilização dos serviços de saúde para conferir as cadernetas e aplicar as doses necessárias. A estratégia do Ministério da Saúde busca aumentar as coberturas vacinais e evitar a volta ou a circulação de doenças que podem causar complicações graves, sequelas e mortes.
Para a campanha, 1,5 milhão de doses foram distribuídas às unidades da Federação. Ao longo de 2026, mais de 177 milhões de doses já foram destinadas aos estados e ao Distrito Federal.
A vacinação é feita de forma seletiva, de acordo com a idade e o histórico de cada pessoa. Por isso, pais e responsáveis devem levar a caderneta aos postos de saúde para que os profissionais verifiquem quais doses estão pendentes.
Entre os 20 imunizantes disponíveis estão as vacinas contra tuberculose, hepatites A e B, poliomielite, rotavírus, pneumonias, meningites, influenza, covid-19, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela, HPV e dengue.
A campanha também marca a primeira edição da multivacinação com a pneumocócica 20-valente, incorporada neste ano ao Calendário Nacional de Vacinação para ampliar a proteção contra doenças provocadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites.
Sarampo
O sarampo terá atenção especial durante a mobilização. Nos municípios paulistas de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, a orientação é ampliar a vacinação para pessoas de 6 meses a 59 anos, após o registro de casos relacionados à importação do vírus.
A vacina utilizada é a tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. Para bebês de 6 a 11 meses, a chamada dose zero funciona como uma proteção adicional e não substitui as doses previstas para os 12 e 15 meses.
Em 2026, mais de 7,2 milhões de doses da tríplice viral já foram distribuídas aos estados e municípios, e cerca de 2,9 milhões foram aplicadas no país. Em São Paulo, 3,2 milhões de doses foram destinadas ao reforço do abastecimento.
Poliomielite
Outra preocupação da campanha é a poliomielite, doença que pode provocar paralisia e ainda não foi erradicada mundialmente. Desde 3 de agosto, o calendário brasileiro passou a incluir o segundo reforço da vacina inativada contra a poliomielite, a VIP, aos 4 anos de idade.
O Brasil não registra casos da doença há décadas, mas a manutenção da vacinação é considerada necessária para impedir a reintrodução do poliovírus. A proteção também se estende a outras doenças evitáveis, como difteria, tétano, coqueluche, hepatites, meningites, gripe, febre amarela, dengue e infecções causadas pelo HPV.
A atualização da caderneta é uma das principais medidas para manter a proteção individual e reduzir a circulação de vírus e bactérias na população. Até o momento, mais de 94,8 milhões de doses das vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação foram aplicadas em 2026.
*Estagiária sob a supervisão de Andreia Castro

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