

A escolha não foi aleatória e tem relação com uma campanha publicitária de sucesso; conheça os detalhes por trás da celebração brasileira
Por Maria Dulce Miranda - Estado de Minas
Enquanto muitos países celebram o Dia dos Pais em junho, os brasileiros se acostumaram a comemorar a data no segundo domingo de agosto. A escolha, no entanto, não tem relação com o calendário religioso ou cívico, mas sim com uma bem-sucedida estratégia comercial criada há mais de 70 anos.
A ideia partiu de Sylvio Bhering, então diretor do jornal O Globo e da Rádio Globo, em 1953. Na época, ele buscava uma forma de aquecer as vendas do comércio durante o mês de agosto, considerado um período fraco para os lojistas. A campanha deu tão certo que a data se consolidou no calendário nacional.
Nos anos seguintes, a data foi alterada para o segundo domingo do mês. O motivo da mudança foi puramente prático: garantir que a comemoração sempre caísse em um dia de descanso, facilitando as reuniões familiares e o movimento no comércio. A escolha seguiu a mesma lógica já bem-sucedida do Dia das Mães, celebrado no segundo domingo de maio, o que ajudou a consolidar o formato.
Dessa forma, o Brasil se tornou um dos poucos países a festejar o Dia dos Pais em agosto. A maioria das nações, como Estados Unidos e Reino Unido, segue a tradição de comemorar no terceiro domingo de junho. Outros, como Portugal e Espanha, celebram em 19 de março, dia de São José.
O que começou como uma estratégia para impulsionar a economia se transformou em uma das datas afetivas mais importantes do país. Hoje, a celebração está totalmente integrada à cultura brasileira, um momento esperado para reunir a família e prestar homenagens.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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