

Ministro da Fazenda afirma que escalada recente do petróleo após tensões entre Estados Unidos e Irã levou o governo a postergar a medida para a próxima semana. Retirada poderá ser parcial ou total
Por Rafaela Gonçalves - Correio Braziliense
O governo federal adiou para a próxima semana a decisão sobre o fim da subvenção à gasolina, que inicialmente seria anunciada nos próximos dias. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a escalada recente dos preços do petróleo no mercado internacional, em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, levou a equipe econômica a reavaliar o cronograma.
Em entrevista à Rádio Gaúcha nesta quinta-feira (9/7), o ministro afirmou que a alta do barril do tipo Brent, negociado acima de US$ 80, exige maior cautela antes da retirada do benefício. “Essa semana, eu ia anunciar a retirada da gasolina. Vou analisar a retirada na próxima semana porque o preço da gasolina já está com impacto diferente do que eu estava prevendo”, disse.
Durigan afirmou que a intenção do governo continua sendo encerrar a subvenção à gasolina, de forma parcial ou integral, a depender da evolução do cenário internacional. “Semana que vem, a depender da situação, o que eu gostaria de fazer é retirar o subsídio da gasolina, seja parcial, seja totalmente”, declarou.
O ministro também sinalizou que a eventual retirada do subsídio ao diesel será conduzida de forma gradual. “Nós temos de adotar com cautela a retirada de subsídios”, afirmou, ao destacar que o patamar atual do petróleo demanda atenção.
Além da revisão da política de subsídios, Durigan informou que o governo pretende elevar, nos próximos dias, o percentual de etanol anidro misturado à gasolina, dos atuais 30% para 32%. A medida faz parte da estratégia para ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz energética e reduzir a dependência da gasolina fóssil.

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