

Saiba identificar as principais fraudes envolvendo a prova de vida do INSS e aprenda dicas de segurança para proteger seus dados e seu benefício
Por Flor Sette Camara* - Estado de Minas
Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estão mais sujeitos a cair em estratégias de criminosos. Golpes usam a engenharia social para roubar dados e contratar empréstimos em nome das vítimas, gerando prejuízos financeiros e muita dor de cabeça.
A fraude ocorre principalmente por meio de mensagens de WhatsApp, SMS ou ligações telefônicas. Os golpistas se passam por funcionários do INSS ou de bancos e alegam que o beneficiário precisa realizar uma “atualização cadastral” ou “prova de vida digital” com urgência para não ter o pagamento bloqueado.
Durante o contato, eles solicitam informações pessoais, como CPF, número do benefício, senhas e, o mais perigoso, uma foto do rosto (selfie) segurando um documento de identificação. Com esses dados em mãos, os fraudadores conseguem acessar contas e solicitar empréstimos consignados, um dos principais objetivos do golpe, já que são descontados diretamente da aposentadoria, dificultando a reversão da fraude.
Atualmente, a responsabilidade de comprovar que o segurado está vivo é do próprio INSS, que cruza informações de outros bancos de dados do governo, como registros de vacinação, consultas no SUS, votação nas eleições, emissão de passaporte ou carteira de identidade, renovação de CNH, atendimentos em agências do INSS, perícias médicas presenciais ou por telemedicina, entre outros registros em sistemas governamentais.
O INSS só entra em contato com o cidadão em último caso, se não encontrar nenhum registro de movimentação do beneficiário por um longo período. Mesmo nessa situação, a comunicação é feita por canais oficiais, como o aplicativo Meu INSS, notificação pela Central 135 (telefone oficial do INSS) ou notificação bancária.
Nunca são solicitadas fotos, senhas ou dados pessoais por telefone, SMS ou WhatsApp. Quando necessário, a biometria facial é realizada exclusivamente pelos aplicativos oficiais Meu INSS ou gov.br.
Para evitar cair nessa armadilha, a principal dica é desconfiar de abordagens que solicitem informações sensíveis. A seguir, veja outras orientações importantes para garantir sua segurança:
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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