

Disputa por imóveis, direitos autorais e bens expõe conflito familiar após morte do cantor em 2022
Por Redação Entretenimento - UAI
A disputa pelos bens deixados por Erasmo Carlos ganhou novos capítulos e foi parar nos tribunais. O artista morreu em novembro de 2022, aos 81 anos, no Rio de Janeiro, em decorrência de uma paniculite agravada por sepse de origem cutânea.
Desde então, a partilha do patrimônio tem gerado conflitos entre os herdeiros. Os filhos, Leonardo e Gil Esteves, obtiveram na Justiça a reintegração de posse de um apartamento em São Conrado, na Zona Sul carioca, onde o cantor vivia com a esposa, Fernanda Esteves. Além disso, eles também acionaram a Justiça para cobrar valores referentes ao uso de um veículo que estava com a viúva.
De acordo com informações do colunista Valmir Moratelli, da revista Veja, pessoas próximas afirmam que Fernanda estaria sendo pressionada pelos enteados. “O carro foi dado a ela, mas registrado em nome da produtora”, diz a pessoa, que pediu para não ser identificada.
A situação se complica porque Erasmo mantinha sociedade com o filho Leonardo na empresa responsável por sua carreira. Após a morte do artista, Leonardo teria solicitado a devolução do automóvel. Há ainda questionamentos envolvendo direitos autorais e de imagem do cantor, que, segundo relatos, teriam sido assumidos pelos filhos, apesar do casamento em regime de comunhão parcial de bens com Fernanda.
Outro ponto de tensão envolve o imóvel onde o casal residia. Fernanda deixou o apartamento de alto padrão após viver ali por oito anos com o músico. Segundo apuração, ela não estaria recebendo recursos do espólio e afirmou não ter condições de arcar com as despesas da propriedade, avaliada em cerca de oito milhões de reais. O condomínio mensal gira em torno de dez mil reais. Leonardo, responsável pela administração do espólio, não teria concordado em custear os gastos enquanto ela permanecesse no local. Diante disso, a viúva se mudou para um imóvel menor, na Barra da Tijuca.
Recentemente, Fernanda usou as redes sociais para expressar o momento delicado que enfrenta: “Olho para trás, vejo por trás, me volto para dentro. Sempre só tive janelas que davam para os fundos. Talvez tenha sido assim que aprendi a ver beleza no que está por trás, no que não é possível óbvio, no escondido. Meu bem achava que eu merecia mais, só ele achava. Resolveu que merecíamos juntos olhar para frente, para a imensidão do mar, beleza em movimento, o quadro que não para, o olhar que todos querem. Durou tão pouco. Vimos poucas ondas juntos, nenhuma baleia, e depois me vi olhando o mar como um tsunami de dor e vazio. Hoje me encontro no conforto de um lugar pequeno, com a segurança de uma janela que dá para os fundos, com uma paisagem que pouco se movimenta, mas onde recebo visitas de pássaros, borboletas, insetos, pequenos mamíferos, e tenho até uma aranha que me faz companhia, tão solitária quanto eu em sua teia.”

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