

A primeira-dama seria destaque no quinto e último carro alegórico da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que abriu as apresentações do Grupo Especial. Porém, decidiu não desfilar
Por Victor Correia – Correio Braziliense
A primeira-dama Janja da Silva desistiu neste domingo (15/2) de participar da apresentação da escola de samba Acadêmicos de Niterói, na Marquês de Sapucaí, que fez uma homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Janja desfilaria no quinto carro alegórico, que encerrou o desfile, chamado Vale uma Nação, Vale um Grande Enredo. É a primeira vez que um presidente em exercício é homenageado. O destaque do carro, que reuniu aliados de Lula, foi a cantora Fafá de Belém.
O quinto carro traz uma estátua gigante de Lula, além de símbolos da arquitetura de Brasília. Segundo documento que registra o enredo da escola de samba, Lula é “o mais importante político da história recente brasileira”.
Ao todo, o desfile contou com mais de 3 mil componentes, divididos em 25 alas e cinco carros alegóricos. A Acadêmicos de Niterói é a primeira a desfilar no Grupo Especial, a principal categoria do carnaval do Rio de Janeiro.
Lula assiste ao desfile do camarote da prefeitura do Rio de Janeiro, ao lado do prefeito, Eduardo Paes (PSD). Ele chegou ao local sem a primeira-dama, mas Janja apareceu depois no camarote.
Também o acompanham o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Alexandre Padilha (Saúde); Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), Anielle Franco (Igualdade Racial), Alexandre Silveira (Minas e Energia), Macaé Evaristo (Direitos Humanos), Camilo Santana (Educação), a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (BNDES).
O desfile ocorre em meio a críticas da oposição sobre possível propaganda eleitoral antecipada no desfile, com questionamentos, inclusive, na Justiça.
O Planalto orientou, inclusive, que os ministros e aliados com cargos públicos não desçam para a avenida nem participem do desfile nos carros alegóricos, como planejado inicialmente, justamente para evitar questionamentos na Justiça.
A proibição não valeria, porém, para a primeira-dama, que não ocupa cargo público. Ainda assim, ela optou pela cautela e não subiu no carro alegórico.

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