

Diretor afirma que tema não aparece por não fazer parte do período retratado
Por Diego Almeida - Observatório do Cinema
O diretor Spike Lee saiu em defesa do filme Michael, cinebiografia de Michael Jackson, após críticas sobre a ausência da acusação de abuso sexual infantil na narrativa. Em entrevista à CNN, Lee explicou que a escolha está ligada a linha do tempo do longa.
Segundo ele, o filme termina em 1988, antes dos acontecimentos citados por críticos, que vieram à tona anos depois.
“Primeiro, se você é crítico de cinema e está reclamando dessas coisas, o filme termina em 88. As coisas que você está citando, acusações, aconteceram depois. Então você está criticando o filme por algo que quer ver ali, mas isso não funciona dentro da linha do tempo do filme. Mas o público compareceu. No mundo todo, as pessoas mostraram seu amor.”
Lee também elogiou a produção, dizendo que assistiu ao filme duas vezes e gostou do resultado. Em tom pessoal, relembrou a relação com o artista.
“Sinto falta do Mike. Sinto falta do Prince. Quero dizer, eles eram meus irmãos. Trabalhei com os dois. Pessoas lindas, lindas.”
O diretor e o cantor mantiveram uma relação próxima ao longo dos anos. Lee dirigiu o clipe de “They Don’t Care About Us”, lançado em 1996, além dos documentários Bad 25 (2012) e Michael Jackson’s Journey from Motown to Off the Wall (2016).
Michael já acumula mais de US$ 400 milhões na bilheteria mundial. Com tamanho sucesso, a sequência do filme já está em desenvolvimento.
A sinopse oficial do filme diz: “Michael levará ao público um retrato fascinante e honesto do homem brilhante, porém complicado, que se tornou o Rei do Pop. O filme apresenta seus triunfos e tragédias em uma escala épica e cinematográfica – desde seu lado humano e suas lutas pessoais até seu inegável gênio criativo, exemplificado por suas performances mais icônicas. Como nunca antes, o público terá uma visão interna de um dos artistas mais influentes e pioneiros que o mundo já conheceu.”
Jaafar Jackson é sobrinho de Michael Jackson e vive o cantor no filme; Juliano Krue Valdi faz a versão de 9 anos de Jackson; Colman Domingo interpreta Joe Jackson, o pai de Michael; Nia Long vive Katherine Jackson, a matriarca da família Jackson; e Miles Teller é John Branca, o primeiro advogado de Jackson e que cuidou da carreira do Rei do Pop.
O estúdio precisou dividir o longa em duas partes, devido ao corte original ter mais de três horas e meia de duração e a questões legais envolvendo um dos acusadores de Jackson. Um acordo judicial com o espólio do cantor impedia que essa parte da história fosse dramatizada, forçando ajustes na estrutura narrativa do projeto.
John Logan, roteirista de Gladiador e O Aviador, escreveu o roteiro. Antoine Fuqua (Dia de Treinamento, O Protetor) assume a direção.
Michael está em cartaz nos cinemas.

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