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Mulher rouba fotos de bebê da amiga e finge ser mãe da criança nas redes

Internacional
Publicado em 17 de julho de 2026
Mulher rouba fotos de bebê da amiga e finge ser mãe da criança nas redes
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Além de fingir ser mãe da menina nas redes sociais, mulher chegou a inventar detalhes do próprio parto; entenda como o caso foi descoberto

Por  Maria Dulce Miranda - Estado de Minas

Marissa Layne, dos Estados Unidos, viralizou nas redes sociais ao revelar que descobriu que a melhor amiga, Lucy (nome fictício), vinha se passando pela mãe de sua filha, de apenas 10 meses.

Segundo Layne, a mulher, com quem mantinha amizade há 15 anos, roubava fotos da criança publicadas em um perfil privado do Facebook, inventava histórias sobre a maternidade e compartilhava as imagens com colegas de trabalho e outras pessoas como se a menina fosse filha dela.

O caso, que Marissa chamou de “sequestro digital”, veio à tona após ela receber uma mensagem de uma desconhecida no Facebook. O relato foi publicado em uma série de vídeos no TikTok, que já acumulam milhões de visualizações.

Segundo a mãe, tudo começou em 15 de março, quando recebeu uma mensagem de uma mulher que dizia ser colega de trabalho da amiga. “De mãe para mãe, acho que você precisa saber que uma de suas amigas está se passando pela mãe da sua filha”, disse a mulher na mensagem.

Assustada, Marissa enviou um print para Lucy, que imediatamente ligou dizendo que a colega era “louca” e costumava criar problemas no trabalho. Ela insistiu para que Marissa bloqueasse a mulher e não continuasse a conversa. A insistência levantou suspeitas. Em vez de bloquear a desconhecida, Marissa decidiu pedir provas.

A colega de trabalho enviou diversas capturas de tela de conversas em que Lucy apresentava a bebê como se fosse filha dela. Em uma das mensagens, dizia que levaria “a filha” ao médico. Em outra, enviava uma foto de Natal da menina, originalmente compartilhada por Marissa, afirmando que era o bebê dela.

As imagens incluíam ainda fotos retiradas diretamente do Facebook privado de Marissa, como registros da primeira vez em que a bebê viu neve. Segundo a mãe, uma das descobertas mais perturbadoras foi saber que a amiga havia enviado para colegas uma foto da criança usando apenas fralda, tirada durante uma visita à casa da família.

“Eu achei que ela tivesse tirado a foto apenas porque a cena era fofa. Depois descobri que ela enviou a imagem para colegas de trabalho como se fosse uma atualização da própria filha”, contou.

As capturas de tela mostravam ainda que a mulher havia criado uma falsa história sobre o nascimento da criança. Ela descrevia detalhes do parto como se tivesse dado à luz a bebê, embora toda a narrativa fosse baseada na experiência vivida por Marissa.

Segundo Marissa, Lucy chegou a afirmar que teve um parto praticamente sem dor, uma versão completamente diferente da experiência real da mãe da criança.

Amizade de 15 anos terminou após confissão

Marissa contou que conhecia Lucy desde os 11 anos. Durante anos, ela esteve presente na rotina da família e ajudava nos cuidados com a bebê. Após o nascimento da criança, quando Marissa enfrentou complicações após uma cesariana, a amiga chegou a trocar fraldas, dar mamadeiras, levá-la a consultas médicas e carregar a cadeirinha do carro.

“Ela dizia que minha filha era a ‘bebezinha dela’ e sempre perguntava como estava ‘a bebê dela’. Nunca achei estranho”, relembrou em entrevista ao “NY Post”.

Segundo Marissa, o marido e outros familiares já haviam demonstrado incômodo com o comportamento da amiga, mas ela sempre a defendia. Após analisar as provas, a mãe confrontou a mulher.

Ela contou que a ex-amiga admitiu a mentira, disse que não sabia explicar por que fazia aquilo e chegou a pedir um encontro para conversar pessoalmente. Marissa recusou e preferiu falar apenas por telefone, gravando toda a conversa.

Polícia foi acionada

Marissa acionou o departamento do xerife local. Um policial foi até a casa da mulher e acompanhou a exclusão de todas as fotos, vídeos e mensagens envolvendo a criança.

Apesar disso, a mãe decidiu não registrar uma ocorrência criminal naquele momento, embora afirme que ainda pode mudar de ideia no futuro. A amizade foi encerrada definitivamente. “É algo que eu nunca vou conseguir perdoar”, disse.

O que é sequestro digital?

Especialistas classificam situações como essa como casos de “sequestro digital” (digital kidnapping), prática em que pessoas roubam imagens de crianças publicadas na internet para criar identidades falsas, fingir vínculos familiares ou utilizá-las de outras formas indevidas.

Segundo dados citados pelo “New York Post”, crimes de perseguição virtual e apropriação indevida de imagens afetam cerca de 7,5 milhões de pessoas por ano, e aproximadamente 67% das vítimas conhecem o autor.

O Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas dos Estados Unidos (NCMEC) recebeu mais de 21 milhões de denúncias em 2025 relacionadas a crimes virtuais contra crianças, incluindo exploração sexual, aliciamento e uso indevido de imagens.

Marissa contou que passou a tomar medicamentos para ansiedade após descobrir o que aconteceu. “Passamos de uma sensação de segurança para a insegurança. De conseguir dormir para não conseguir dormir. De nos sentirmos confortáveis em nosso mundo para nos sentirmos totalmente expostos”, afirmou.

Desde então, ela deixou de publicar fotos dos filhos nas redes sociais. “Eu achava que, por ter um Facebook privado e conhecer todos os meus amigos, meus filhos estavam seguros. Não é assim”, alertou.

“Por favor, não criem uma vida falsa com o filho de outra pessoa. Não causem esse tipo de dor a outra mãe”, aconselhou.

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