

Cópia de filme de guerra estrelado por Nicolas Cage estava em HD foi levado do escritório do streaming em Los Angeles, nos EUA
Por Nathallie Lopes - Correio Braziliense
Um filme de guerra de US$ 45 milhões (aproximadamente R$ 230 milhões), ainda sem data de estreia, acabou no centro de uma disputa judicial contra a Netflix depois que uma cópia da produção foi levado de um dos escritórios do streaming em Los Angeles, nos Estados Unidos.
Segundo informações do jornal britânico The Guardian, os produtores de Fortitude estrelado por Nicolas Cage, entraram com uma ação de US$ 105 milhões (cerca de R$ 536 milhões) contra a empresa. O processo sustenta que o roubo do HD que armazenava uma cópia do longa comprometeu o lançamento e colocou em risco todo o investimento feito na produção.
Segundo o processo, uma cópia digital do filme foi entregue à Netflix em junho, depois que a plataforma demonstrou interesse em adquirir os direitos de distribuição. O material teria sido levado à sede da empresa para uma exibição interna. Após a sessão, os produtores orientaram que os arquivos fossem apagados e que o dispositivo fosse devolvido. Foi nesse intervalo que o filme desaparece.
De acordo com os relatos citados pelo jornal britânico, vários HDs foram levados de mesas dentro do escritório da Netflix. Em um deles continua a cópia do Fortitude. O caso teria sido comunicado aos produtores por Sean Berney, responsável pelas aquisições de filmes da plataforma, que afirmou que aquela era a primeira vez que a Netflix enfrentava um roubo desse tipo.
Além disso, os produtores alegam que a Netflix não esclareceu inicialmente se havia registrado uma ocorrência policial e que, posteriormente, teria recusado um pedido para envolver a polícia de Los Angeles. Os cineastas tiverem de registrar a própria ocorrência.
Para os responsáveis pelo filme, a perda do material vai muito além do valor de uma cópia física. O processo afirma que o episódio comprometeu os planos de lançamento internacional e até uma possível campanha para premiações. A alegação é de que a produção perdeu parte significativa de seu valor comercial justamente antes de chegar ao público.
A Netflix, por sua vez, contesta que tenha responsabilidade pelo prejuízo. Em declaração reproduzida pelo Guardian, a empresa afirmou que não tem os direitos de Fortitude, mas que leva a segurança de conteúdo a sério. A plataforma também disse ter realizado uma investigação e oferecido apoio aos produtores, incluindo o monitoramento de sites conhecidos por distribuir ou vender conteúdo pirateado.

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