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“O agente secreto é o meu maior filme”, diz Kleber Mendonça Filho ao Correio

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Publicado em 29 de janeiro de 2026
“O agente secreto é o meu maior filme”, diz Kleber Mendonça Filho ao Correio
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Diretor fala com exclusividade ao Correio sobre a trajetória do filme, as indicações ao Oscar e salas lotadas pelo Brasil e o mundo. “Dois milhões de espectadores é algo que eu não esperava”, revela

Por Correio Braziliense

O cinema brasileiro atravessa um de seus momentos mais simbólicos no cenário internacional, e O agente secreto se tornou o centro dessa engrenagem. Indicado ao Oscar, ao Bafta e ao César, e celebrado por salas lotadas no Brasil e no exterior, o longa de Kleber Mendonça Filho amplia o alcance de um cinema profundamente autoral, enraizado no Recife, mas com leitura universal.

Na temporada de prêmios, o filme soma reconhecimento da crítica, adesão do público e uma carreira sólida nas salas de exibição, ultrapassando a marca de 2 milhões de espectadores. Em meio a esse percurso, Kleber reflete sobre o significado dessas indicações para o cinema nacional, a importância da experiência coletiva nas salas, a relação com o streaming e a expectativa em torno da corrida pelo Oscar.

A subeditora da Revista do Correio, Sibele Negromonte, falou com exclusividade com Kleber Mendonça Filho, o roteirista, produtor e diretor de O agente secreto, durante o probraga para o CB Poder — parceria do Correio e da TV Brasília.

No Oscar, o filme foi indicado a Melhor Seleção de Elenco, Melhor filme internacional, Melhor ator, para Wagner Moura; e Melhor filme. No Bafta (Reino Unido), concorre a Melhor filme de língua não inglesa e Melhor roteiro original. Já a indicação ao César 2026 (França), anunciada na última quarta-feira, foi para a categoria de Melhor filme internacional.

Entrevista /Kleber Mendonça Filho 

O filme acaba de receber novas indicações internacionais. O que esse reconhecimento representa para o cinema brasileiro e para você pessoalmente?

Eu acho que tem uma simbologia forte de cada premiação e indicação. Acho que O agente secreto tem um prestígio internacional bom, o que reflete também no interesse pelo filme aqui, no nosso país. O longa está chegando agora a 2 milhões de espectadores, que é um número absolutamente extraordinário. Se ele tivesse feito 400 mil, seria um número extraordinário, mas 2 milhões é algo que eu não esperava, um arrasa-quarteirão brasileiro-pernambucano. Considero que cada indicação nova e cada destaque que o filme ganha é uma peça de um quebra-cabeça que forma o panorama completo d’O agente secreto em direção ao Oscar e toda essa temporada de prêmios, no qual o filme tem interpretado um papel muito importante.

A indicação ao Bafta de Melhor Roteiro Original te surpreendeu? Você tinha dimensão da força desse texto quando começou a escrevê-lo?

Eu passei muitos anos querendo escrever O agente secreto, e sempre acontece esse momento, que é o momento certo de você sentar para escrever um roteiro. Mas, para responder à sua pergunta, eu não tenho como esperar uma reação tão extraordinária a um filme como O agente secreto, porque cada filme é uma batalha, cada filme é muito trabalho. Tive experiências muito boas e muito fortes com O som ao redorAquariusBacurau e Retratos fantasmas, mas cada filme tem um perfil. Eu acho que O agente secreto é o meu maior filme, do ponto de vista de tamanho mesmo, e é uma história muito brasileira, com uma lógica universal e, ao mesmo tempo, uma lógica brasileira. Acredito que o tema do poder ser usado para esmagar pessoas, infelizmente, não sai de moda. Isso está acontecendo agora, no mundo inteiro. Ainda acontece no nosso país, claro. E eu escrevi um filme muito sobre isso, mas tendo como pano de fundo a história do nosso país, 50 anos atrás. Esse roteiro, escrito em português, está agora indicado no prêmio britânico Bafta, o que fala muito. É quase como um romancista brasileiro ter uma obra traduzida, publicada em outro país e ser destacada com uma premiação. Eu fico muito honrado e muito impressionado também com essa indicação. Estou muito feliz com ela.

Mesmo com expectativas altas, o público parece sair do cinema com leituras muito diferentes do filme. Você percebe isso?

Eu tenho avaliado O agente secreto quase como um observador de fora, porque desde maio, quando ele estreou no Festival de Cannes, eu ouço e leio reações ao filme. Eu acho que os melhores livros, filmes, música também, são aqueles que oferecem um espelho para você. Dependendo de quem você é, como você está, em que estado você está, você vai transformar aquela obra de expressão artística no que você consegue enxergar nela. O agente secreto parece muito universal e, ao mesmo tempo, muito local. Isso é um equilíbrio que não é muito comum. Eu falo isso até com certo espanto, porque eu escrevi o filme e fiz o filme sem pensar muito. Para mim, é muito natural ter uma personagem como Dona Sebastiana, porque eu já conheci muitas ‘donas Sebastianas’ na minha vida. Para mim, é muito natural ter a “perna cabeluda” no filme, porque eu venho de uma cidade onde as lendas urbanas, as assombrações e as histórias contadas, narradas, escritas, têm uma dinâmica muito grande.

O Recife está novamente no centro da narrativa. O que essa cidade representa para o seu cinema?

Recife é uma cidade que tem uma personalidade muito forte. Ela é complexa, é uma cidade muito longe de ser perfeita, mas o caldo cultural do Recife é muito instigante para mim.

Mesmo com essa projeção internacional, seus planos seguem ligados ao Brasil?

Meu próximo filme, até onde eu sei, é um filme brasileiro, que deverá ser rodado no Recife, de novo. Eu, até agora, preferi sentar e escrever meus próprios projetos e ver como eles podem ser desenvolvidos.

O elenco de O agente secreto tem sido muito celebrado. Essa construção coletiva foi intencional?

Eu gosto muito de gente. Eu gosto desses personagens que eu escrevi, eu adoro, amo esses atores. Eu quero que o filme seja bom pra todos eles e elas, das personagens maravilhosas aos personagens horrorosos, que eu amo do mesmo jeito.

Você é um defensor histórico das salas de cinema. Como enxerga a relação com o streaming?

Eu sou um grande defensor das salas de cinema. O agente secreto está tendo a melhor carreira que ele pode ter nas salas de cinema no Brasil, nos Estados Unidos, na França, em Portugal, estreia na Itália e vai estrear em toda a América Latina, na Espanha e na Inglaterra. O streaming é uma tecnologia sensacional e, para mim, para os meus filmes, é o renascimento do filme depois da sala de cinema. Eu estou querendo muito que chegue o momento desse filme entrar na Netflix e, na hora que entrar, vai ser uma oportunidade do filme ser descoberto, ser revisto pelo público. Eu acho também que o Brasil precisa seriamente observar uma lei que defenda a produção brasileira a partir do trabalho com o streaming. Os grandes streamers, as big techs estrangeiras, precisam colaborar com a indústria brasileira, porque a gente está baixando muito a cabeça como país, como nação.

Com a votação do Oscar começando, como está a expectativa?

As expectativas são as melhores. A gente tem feito um trabalho de viajar com o filme, de divulgar O agente secreto, que começou no Festival de Cannes em maio (de 2025), e agora começa uma nova fase dessa campanha. Eu estou indo para Holanda, Inglaterra, Estados Unidos e outros países. Eu estou muito feliz, cheio de energia. Eu gosto muito de fazer o que eu faço.

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