

Médicos alertam para os graves riscos do uso indiscriminado do medicamento para emagrecer, como pancreatite, problemas renais e desnutrição
Por Correio Braziliense
A busca por um emagrecimento rápido transformou o Ozempic, um medicamento desenvolvido para tratar diabetes tipo 2, em um fenômeno popular. Contudo, seu uso por pessoas que não possuem indicação médica pode desencadear uma série de problemas de saúde graves, alterando o funcionamento de um corpo saudável de maneira perigosa e imprevisível.
O princípio ativo do remédio, a semaglutida, funciona imitando um hormônio intestinal que, entre outras funções, sinaliza saciedade ao cérebro e retarda o esvaziamento do estômago. Para um paciente com diabetes, isso ajuda no controle da glicemia e, como efeito secundário, na perda de peso. Em um organismo sem essa condição, a substância interfere em um sistema hormonal que já opera em equilíbrio.
Essa interferência desnecessária força o corpo a lidar com um estímulo para o qual não está preparado. A sensação constante de saciedade, por exemplo, pode levar a uma drástica redução na ingestão de calorias e nutrientes essenciais, abrindo caminho para a desnutrição e deficiências vitamínicas, mesmo que a pessoa não perceba inicialmente.
O uso indiscriminado do Ozempic expõe o corpo a efeitos colaterais que vão de desconfortos a condições potencialmente fatais. Os problemas não se limitam apenas ao período de uso do medicamento, podendo deixar sequelas.
Além dos riscos físicos, há o chamado “rosto de Ozempic”, termo popularizado em redes sociais para descrever a aparência flácida e envelhecida no rosto causada pela perda rápida de gordura facial. É importante reforçar que, após a interrupção do uso, o peso perdido costuma ser recuperado, muitas vezes de forma rápida, gerando um frustrante efeito sanfona.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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