

Ex-goleiro alemão faz menção indireta à situação do atacante dos EUA para requisitar anulação de cartão tomado por ex-companheiro, deixado de fora da final da Copa de 2002
Por Gabriel Botelho - Correio Braziliense
Um dos grandes goleiros da história da Alemanha, o ex-arqueiro Oliver Kahn, foi às redes sociais, nesta terça-feira (7/7), para ironizar a situação do atacante dos Estados Unidos, Folarin Balogun, e brincar com a final perdida por seu país diante da Seleção Brasileira. Em 2002, o Brasil venceu os alemães por 2 x 0 e conquistou o pentacampeonato mundial.
Por meio de postagem, o ex-goleiro fez uma brincadeira após mencionar, indiretamente, o caso de Balogun. O centroavante dos EUA foi expulso durante confronto contra a Bósnia & Herzegovina, mas teve a suspensão automática anulada. Por isso, esteve em campo normalmente durante a derrota dos norte-americanos por 4 x 1 contra a Bélgica.
Kahn sugere que, “já que estamos reescrevendo a história”, o cartão amarelo tomado pelo ex-meio-campista da Alemanha, Michael Ballack, um dos principais atletas do grupo que foi ao Mundial em 2002, durante a semifinal vencida por 1 x 0 contra a Coréia do Sul, poderia ser anulado.
Dessa forma, a punição, que tirou o jogador da final perdida para o Brasil, não o interia impedido de ajudar os germânicos na luta pela taça. Além disso, apontou para possibilidade de uma “revanche” do confronto decisivo.
“Se estamos reescrevendo a história do futebol agora, tenho uma pequena sugestão: gostaria que a FIFA anulasse o cartão amarelo mostrado a Michael Ballack na semifinal da Copa do Mundo de 2002, aquele que o deixou fora da final. E já que estamos nisso, poderíamos muito bem rejogar a final contra o Brasil”, escreveu, em inglês.
O caso que envoleu o centroavante dos Estados Unidos foi amplamente repercutido. Apesar de ter sido expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus durante a vitória por 2 x 0 contra os bósnios, Balogun pôde atuar normalmente na partida seguinte.
A Fifa decidiu por suspender, pelo período probatório de um ano, a aplicação da suspensão automática por cartão vermelho. A situação ganhou repercusão internacional. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu ter telefonado para Gianni Infantino, presidente da Fifa, para que o cartão fosse revisto.
Infantino confessou ter recebido a ligação, mas afirmou que a atitude não teve influência na decisão. Em seguida, Trump agradeceu pela anulação, afirmou que a entidade fez “a coisa certa” e ainda teceu críticas ao árbitro brasileiro.

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