

Sacerdote falou abertamente sobre os constantes questionamentos sobre sua orientação sexual
Redação Entretenimento - Portal UAI
Padre Fábio de Melo falou abertamente sobre os comentários envolvendo sua vida pessoal durante participação no videocast “Conversa vai, conversa vem”, do jornal O Globo, apresentado pela jornalista Maria Fortuna.
A entrevista, disponível no YouTube e no Spotify, também abordou os ataques de ódio nas redes sociais e as especulações frequentes sobre sua sexualidade.
Ao ser questionado sobre os rumores envolvendo sua orientação sexual, o sacerdote afirmou que procura não se deixar afetar pelas opiniões alheias e destacou que muitas críticas surgem sem que as pessoas realmente o conheçam.
“O que se pode dizer? Essa pessoa me conhece? Já participou da minha intimidade?”, respondeu inicialmente.
Na sequência, o religioso explicou que prefere seguir a própria vida sem transformar comentários da internet em um conflito constante.
“Como posso reagir a isso? Da maneira como escolhi viver: fazendo o bem a quem puder. Se for interromper o que faço para cuidar de cada um que tem opinião sobre mim, não vou viver. Estamos transformando a vida num campo de batalha, isso nos adoece. A vida sexual de um padre sempre gera curiosidade. Estou acostumado”, afirmou.
Durante a conversa, Padre Fábio de Melo também foi perguntado se possui vida sexual ativa. Ao responder, ele explicou que entende a sexualidade de forma mais ampla, ligada aos afetos e às relações humanas, e não apenas ao aspecto genital.
“Claro! Pode não ter a vida genital, mas a sexualidade envolve todos os nossos afetos. A força da comunicação vem de onde? É sempre de sedução. Na linguagem, todos os recursos humanos se manifestam. E a isso chamamos de sexualidade também”, declarou.
O sacerdote ainda comentou que já se habituou aos boatos envolvendo sua vida pessoal e afirmou que esse tipo de especulação não o incomoda tanto quanto acusações relacionadas ao caráter.
“Agora, vai ser sempre um problema… Se ando com você, estou tendo caso. Vou ser sempre vítima disso. Pra mim, não faz diferença. Me ofenderia dizer que sou mau caráter, que roubei, feri, tratei mal alguém”, concluiu.

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