

“As diligências realizadas e os elementos reunidos ao longo da investigação apontam para um desaparecimento voluntário”, informou a Polícia Civil
Por Bruno Luis Barros - Estado de Minas e Wellington Barbosa - Estado de Minas
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) encerrou a investigação sobre o desaparecimento de Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, de 39 anos, ex-esposa do goleiro Bruno Fernandes. Segundo a corporação, as diligências realizadas apontaram que ela desapareceu voluntariamente e não foram encontrados indícios da prática de crime.
“As diligências realizadas e os elementos reunidos ao longo da investigação apontam para um desaparecimento voluntário, não havendo indícios da prática de crime. Dessa forma, não subsistem elementos que justifiquem a continuidade da apuração, razão pela qual o procedimento investigativo foi encerrado”, informou a instituição policial em nota.
Dayanne deu entrada na madrugada de domingo (5/7) no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, após permanecer desaparecida por cerca de três dias. Conforme informações obtidas pelo Estado de Minas, ela foi internada no setor de politraumatizados, intubada e em estado grave.
Dayanne desapareceu na manhã da última quinta-feira (2/7). O atual companheiro registrou um boletim de ocorrência na madrugada de sexta-feira (3/7), em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
De acordo com o registro policial, ela deixou cartas em tom de despedida e o celular na residência onde morava com o companheiro. No aparelho, ele encontrou conversas relacionadas a dívidas.
Antes de desaparecer, Dayanne deixou os filhos na casa da mãe, por volta das 11h, e não fez mais contato. Ela foi casada com Bruno Fernandes, condenado pelo homicídio da modelo Eliza Samudio em 2010.
No sábado (4/7), a mãe de Eliza, Sônia Moura, comentou o desaparecimento de Dayanne nas redes sociais. Na publicação, ela cobrou respostas das autoridades e afirmou esperar que o caso tivesse um desfecho diferente do desaparecimento da filha.
“Minha filha, há 16 anos, foi dada como desaparecida e até os dias atuais não tenho resposta. A minha filha virou estatística. Será que Dayanne fará parte dessa estatística? Espero que o final seja positivo”, escreveu.

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