

Parceria entre o Ministério da Saúde e o Unicef, o projeto “Pode Falar” atende adolescentes e jovens de 13 a 24 anos de forma humanizada
Por Correio Braziliense
A partir de agora, adolescentes e jovens de 13 a 24 anos poderão ter acesso à plataforma “Pode Falar” para receberem atendimento gratuito em saúde mental de maneira on-line.
Os acolhimentos são realizados por estudantes de graduação e pós-graduação de áreas como psicologia, medicina e educação, sob a supervisão de professores.
Uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o serviço tem a capacidade de acolher até 11 mil pessoas por mês, uma média de 15 atendimentos por hora.
O acesso à plataforma se dá pelo site www.podefalar.org.br. Antes do atendimento humano, o jovem precisa passar por uma “triagem” por meio de um chatbot, que funciona como uma primeira escuta digital. Nessa etapa são oferecidos conteúdos sobre saúde mental, e, logo depois, o sistema direciona a conversa para o entendimento humano. O atendimento individual funciona das 8h às 22h.
Saúde mental no Brasil
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é uma das principais causas de morte entre pessoas de 15 a 29 anos. A organização também aponta que uma em cada 7 pessoas de 10 a 19 anos vive com algum transtorno mental, sendo depressão e ansiedade as mais comuns.
Além disso, o sofrimento psíquico entre meninos e meninas tem uma diferença considerável. Segundo os dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), em 2025, 25% das meninas entre 13 e 17 anos consideravam que a vida não valia a pena ser vivida, um número muito superior ao registrado entre meninos (12%).
O estudo também revelou que 43,4% das meninas disseram ter sentido vontade de se machucarem, mais do que o dobro de meninos (20,5%).
Da mesma forma, 41% das meninas disseram sentirem-se tristes, em comparação aos 16,7% dos meninos. Enquanto 22,9% das meninas fazem uma avaliação negativa da própria saúde mental, apenas 6,8% analisam dessa maneira.
Outros atendimentos
Em situações de ajuda imediata, o Centro de Valorização à Vida (CVV) oferece atendimento 24h por meio do telefone 188 ou pelo chat no site cvv.org.br.
Nos casos de situações de sofrimento psíquico prolongado, os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) oferecem atendimento à comunidade, com equipes multiprofissionais, compostas de médicos, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, entre outros. O acompanhamento é contínuo e individualizado, e não é preciso marcar horário para o primeiro acolhimento.

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