

Períodos de trabalho rural ou atividade especial ignorados e erros no CNIS são comuns; saiba como identificar falhas e pedir a correção ao INSS
Por Yaya Souza - Estado de Minas
Muitos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) podem estar recebendo um valor mensal menor do que o devido por causa de falhas no cálculo do benefício. Erros na análise de vínculos empregatícios, períodos de trabalho em condições especiais ou salários de contribuição registrados de forma incorreta são comuns e podem ser corrigidos, resultando em um aumento na renda.
A revisão pode ser solicitada diretamente ao INSS, mas é fundamental que o segurado saiba identificar os possíveis equívocos para fundamentar o pedido. O prazo para solicitar a correção é de até 10 anos, contados a partir do primeiro dia do mês seguinte ao recebimento da primeira prestação. Por exemplo, quem começou a receber o benefício em julho de 2016 tem até o final de agosto de 2026 para pedir a revisão. É importante notar que, embora o direito à correção do valor mensal seja garantido, os pagamentos retroativos são limitados aos últimos cinco anos contados da data do pedido. Além disso, a formalização do requerimento administrativo suspende a contagem desse prazo de 10 anos.
A principal forma de identificar um erro é analisar detalhadamente a carta de concessão do benefício e comparar as informações com o extrato do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Qualquer divergência entre os documentos, como a falta de um período de trabalho ou salários registrados com valores inferiores, é um forte indício de que o cálculo pode estar incorreto.
Embora cada caso tenha suas particularidades, algumas falhas são mais recorrentes no processo de concessão de aposentadorias. Conhecê-las ajuda o segurado a verificar seus próprios documentos com mais atenção. Veja os erros mais frequentes:
O pedido de revisão pode ser feito de forma online, pelo portal ou aplicativo “Meu INSS”, ou pela central telefônica 135. É crucial reunir toda a documentação que comprove o erro, como a CTPS, laudos técnicos, contracheques e sentenças judiciais, e anexá-la ao requerimento administrativo para que o instituto reavalie o valor da aposentadoria.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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