

Sabrina Parlatore expõe drama da menopausa precoce após câncer de mama
Redação Entretenimento - Portal UAI
Aos 51 anos, Sabrina Parlatore abriu o coração ao falar sobre as consequências da menopausa precoce provocada pelo tratamento contra o câncer de mama, descoberto quando ela tinha 40 anos. Em entrevista ao podcast “MenoTalks”, a apresentadora descreveu a fase como um “sofrimento atroz” e criticou a falta de informação e acolhimento oferecidos às mulheres que enfrentam a doença.
Durante a conversa, Sabrina revelou que um exame realizado antes do diagnóstico já havia indicado a necessidade de investigação mais detalhada, mas o alerta não recebeu a devida atenção. “Foi uma comida de bola do médico, na verdade. Esse tumor tinha aparecido um ano antes, aos 39. No exame de ultrassom de mamas, o laboratório indicou biópsia, e o médico ginecologista, na época, falou: ‘Não, não precisa de biópsia, não. Nódulos em mulheres são uma coisa muito comum, então a gente acompanha'”, relatou.
Cerca de dez meses depois, ela percebeu o nódulo novamente e iniciou uma intensa jornada de tratamento, que incluiu quimioterapia, radioterapia e cirurgia. Segundo a apresentadora, o câncer era do tipo triplo-negativo, característica que eliminou a necessidade de bloqueio hormonal.
Sabrina contou ainda que foi avisada pelos médicos sobre a possibilidade de entrar na menopausa devido à quimioterapia, mas admitiu que, naquele momento, sua preocupação estava voltada apenas para a cura. “Eles sempre me falavam: ‘Olha, a quimioterapia pode te jogar já para uma menopausa, ou temporária, ou já definitiva, pela tua idade de 40 anos'”, relembrou.
Sem imaginar os impactos da mudança hormonal, ela recebeu a notícia com aparente tranquilidade. “Quando me falavam isso, entrava por aqui e saía por aqui. ‘Ah, legal, menopausa. Quando eu vou parar de menstruar? Que bom'”, disse.
A interrupção da menstruação aconteceu já na terceira sessão de quimioterapia. A partir daí, Sabrina passou a conviver com sintomas intensos, como insônia, ondas de calor, exaustão e diminuição da libido. A apresentadora também destacou a ausência de orientação sobre o tema durante o tratamento.
“Ninguém me falava nada sobre o que era a menopausa. Eu nunca tinha ouvido minha mãe falar sobre menopausa, eu nunca tinha lido numa revista feminina sobre menopausa, a informação nunca chegou a mim”, desabafou.
De acordo com ela, os efeitos ficaram ainda mais fortes quando a menopausa se tornou definitiva, aos 46 anos. “Quando a menopausa veio de fato, aos 46, aí os sintomas começaram a ser bem mais severos e muito mais impactantes. Só que, até aí, eu não sabia direito o que era a menopausa. Eu não sabia, ninguém falava comigo”, afirmou.
Ao encerrar o relato, Sabrina defendeu mais atenção da medicina às mulheres que sobrevivem ao câncer de mama e enfrentam mudanças hormonais profundas após os tratamentos. “Então, a gente está falando que a gente vai ter milhares de sobreviventes de câncer de mama entrando na menopausa. E a ciência e a medicina precisam acordar para isso. Porque é um sofrimento atroz. Isso não pode ficar assim. Primeiro que nem te falam. E aí você vai falar, é uma porta fechada na cara”, concluiu.

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