

Na véspera das oitavas de final ente Brasil e Noruega pelas oitavas de final, Stale Solbakken elogia o atacante brasileiro pela qualidade técnica e capacidade de improviso e admite que classificação norueguesa seria considerada surpresa
Victor Parrini — Enviado especial - Correio Braziliense
Nova Jersey — Vinicius Junior encanta pela delicadeza. Erling Haaland assusta pelo instinto. Um desequilibra no drible. O outro transforma qualquer espaço em oportunidade de gol. Foi essa a metáfora escolhida pelo técnico da Noruega, Stale Solbakken, para resumir o principal duelo individual das oitavas de final da Copa do Mundo, neste domingo (5/7), às 17h, no MetLife Stadium.
“Se você gosta de esporte, percebe que um deles é uma máquina. Dá para ver o nível de aceleração e a condição física. O outro é como um bailarino, que sabe dançar com a bola”, poetizou o treinador.
A Noruega jamais perdeu para o Brasil em quatro confrontos — são duas vitórias e dois empates —, mas Solbakken evitou qualquer provocação na véspera da partida. O discurso foi de respeito à Seleção Brasileira e, principalmente, a Vinicius Junior.
“O Brasil continua sendo favorito. Talvez não seja mais o grande favorito de outros tempos, mas continua sendo favorito. Nós podemos vencer o Brasil, porém precisaremos jogar no nosso limite”, avaliou.
A principal preocupação do treinador está justamente no setor onde Vinicius costuma atuar. O lateral-direito Julian Ryerson se recupera de lesão e corre contra o tempo para ser relacionado. Além da dúvida na escalação, Solbakken admite preocupação com a mobilidade do ataque brasileiro.
“Temos que ver se conseguiremos lidar com as combinações do ataque brasileiro. Eles podem atuar com quatro jogadores na frente, como fizeram no segundo tempo contra o Japão. Precisaremos acompanhar essas movimentações”, reconheceu.
Questionado se uma classificação da Noruega seria considerada uma zebra, o treinador não titubeou: “Sim, acho que seria uma surpresa.”
Se Vinicius representa a leveza brasileira, Haaland encontrará o maior teste da Copa do Mundo. Autor de cinco dos 10 gols da Noruega no torneio, o camisa 9 enfrentará pela primeira vez uma dupla de zaga formada por finalistas da última Champions League: Marquinhos, campeão pelo Paris Saint-Germain, e Gabriel Magalhães, vice pelo Arsenal.
“Acho que o Brasil tem uma das melhores duplas de zaga desta Copa. São dois jogadores do mais alto nível. Mas, no fim, será Brasil contra Noruega. Haverá duelos importantes, porém continua sendo um jogo entre duas seleções”, concluiu.

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