BRB estuda plano de demissão e corte de 15% da equipe
Banco estatal avalia demissão voluntária de até 500 concursados e debate sobre privatização volta à tona

Por Redação Clube FM - Brasília
- Atualizado
O Banco de Brasília (BRB) avalia a criação de um Programa de Desligamento Voluntário (PDV) que pode alcançar até 500 funcionários concursados, cerca de 15% do quadro.
A proposta faz parte de um plano de reestruturação da instituição, que enfrenta dificuldades financeiras após as operações envolvendo o Banco Master. Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, a previsão é que o programa possa começar em dezembro, mas os critérios ainda estão em discussão.
Uma das possibilidades analisadas é permitir a adesão de empregados com pelo menos 38 anos de idade e 20 anos de carreira no banco.
O maior da história
Se confirmado nesse formato, será o maior PDV da história do BRB.
Em 2023, a última iniciativa desse tipo recebeu 139 adesões. O banco foi procurado pela reportagem e informou que não iria comentar o assunto.
A possível redução do quadro de pessoal também levanta dúvidas sobre os reflexos no atendimento à população do Distrito Federal.
Por enquanto, não há detalhamento sobre quais áreas seriam atingidas nem indicação de fechamento de agências ou mudanças nos serviços oferecidos. Portanto, ainda não é possível afirmar que os clientes terão alterações na rotina bancária.
Paralelamente, a privatização do BRB voltou a ser discutida nos bastidores como uma alternativa para enfrentar a crise. Antes de avançar nessa possibilidade, o Governo do Distrito Federal pretende insistir na negociação de um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), para reforçar o caixa da instituição.
O BTG Pactual, citado como possível interessado na compra, negou à Folha qualquer interesse ou negociação nesse sentido.
A situação ainda está em avaliação, mas o debate envolve o futuro de um banco público importante para a economia do DF e para milhares de clientes e trabalhadores.










