Endrick quer ajudar a Seleção a cicatrizar as feridas da Copa de 2026
Dono da camisa 9 no início do ciclo, o atacante brasiliense de 20 anos ainda digere a falha e a eliminação contra a Noruega e fala sobre a pressão de ser jogador e a espera pelo nascimento do primeiro filho

Por Redação Clube FM - Brasília
- Atualizado
O novo ciclo da Seleção Brasileira rumo à Copa do Mundo de 2030 ganha contornos de afirmação para o atacante brasiliense Endrick.
Presente na primeira lista após o Mundial e assumindo o protagonismo no ataque com a camisa 9 no empate da última sexta-feira por 1 x 1 com a Austrália, o garoto de 20 anos nascido em Taguatinga e criado em Valparaíso (GO) vê no momento atual a oportunidade ideal para fincar raízes de vez na equipe principal e consolidar a maturidade com a camisa verde-amarela.
Presente em 26 convocações pelo Brasil, o atacante do Real Madrid destaca a relevância de iniciar o ciclo com minutos em campo. Para Endrick, a sequência de jogos rumo à Copa América de 2028 e o Mundial de 2030 não serve apenas como preparação tática, mas como o alicerce fundamental para a reconstrução da Seleção e a cicatrização das frustrações recentes.
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"Fico muito feliz de estar nessa primeira convocação. É seguir porque a gente tem dois jogos muito importantes para a sequência do ciclo e espero continuar ajudando a equipe", avaliou o atacante em entrevista ao ge tv.
Consciente da exigência do torcedor e das cicatrizes deixadas pelo ciclo anterior na eliminação contra a Noruega, o atacante protagonista de um desperdício incrível quando o placar estava 0 x 0 nas oitavas de final adota tom maduro sobre o processo de virada de página. "É uma ferida que vai ficar e que a gente vai tentar cicatrizar o mais rápido possível. A gente não pode olhar para o passado, e sim para o futuro e para o presente", pontuou.
Ciente também das oscilações naturais e da exposição precoce na carreira, ele mantém os pés no chão sobre a cobrança externa. "Um dia você está sendo idolatrado, pedido, e no outro pode ser que estejam atacando pedras. Por isso que o importante para o jogador é tentar seguir com a cabeça em cima e com os pés no chão, porque não pode deixar subir para a cabeça", afirmou.
Pressão e paternidade
Apesar de conviver com os refletores do futebol global desde muito novo, Endrick rejeita o rótulo de drama para a rotina de um atleta de elite. Ao abordar a cobrança por resultados e a exposição da carreira, o atacante adotou tom de sobriedade e estabeleceu uma comparação direta com a realidade do trabalhador comum.
"Não é difícil ser jogador. Difícil é a pessoa que tem que acordar 5h da manhã para ir trabalhar de segunda a domingo. A gente tá dentro do futebol fazendo o que mais ama, ganhando dinheiro e podendo mudar a vida da nossa família. A gente tem é que agradecer a Deus".
Essa sobriedade ganha ainda mais peso com a iminente paternidade. À espera do primeiro filho, que se chamará Kendrick, o atacante revelou como a ansiedade e a preparação têm ocupado os dias fora de campo, mas deixou claro que vai preferir poupar o garoto do ambiente do futebol profissional.
"Vou ser pai agora e estou orando a Deus para que esteja tudo bem com a minha esposa. No meu Instagram agora só aparece vídeo de bebê. Eu quero que meu filho seja ele, não esteja dentro da pressão. Sei o quão difícil é ser jogador, em questão de pressão, de perder a infância e a adolescência. É isso que não quero para ele, mas vou estar do lado apoiando qualquer sonho que ele escolher", revelou.
De olho no presente, o atacante foca a atenção nos compromissos imediatos do Brasil. Endrick enxerga no trabalho diário a única via possível para consolidar o novo momento da Seleção e pavimentar o caminho até o próximo Mundial.
Nesta terça, a Seleção volta a enfrentar a Austrália no segundo amistoso desta Data Fifa, às 7h, em Brisbane. Endrick deve dar lugar a Rayan no ataque. Autor do gol do empate com os Socceroos na semana passada, Rayan deve ser escalado como titular.
O time deve iniciar a partida com: Otávio; Vanderson, Jair, Gabriel Magalhães e Mauro Júnior; Andrey Santos, Breno Bidon e Martinelli; Vinicius Junior, Rayan e Raphinha. Globo, SporTV e ge tv anunciam a transmissão.










